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[Resenha] – Contos Peculiares

Arquivado em Livros, Resenhas
- abril 28, 2017

📔 Leia também: posts sobre a trilogia O lar da srta. Peregrine

Contos Peculiares é um livro extra da trilogia O lar da srta. Peregrine, e contém 10 contos a respeito do mundo peculiar. Esse livro é citado dentro da trilogia (mais precisamente a partir do segundo livro) e tem um papel muito importante nas aventuras de Jacob e seus amigos.

Eu achei a leitura desse livro bem fluída, uma vez que os contos são bem curtinhos e a maioria possui mensagens de motivação/lição de moral, o que me lembrou (um pouco) as fábulas populares que existem em cada cultura.

Dentre todos os contos presentes no livro, os que mais gostei foram: A primeira Ymbryne (), Cocobolo A história de Cuthbert (esse último apareceu em um dos livros da trilogia). Além disso, outro conto já conhecido pelos leitores e que aparece com mais detalhes em Contos Peculiares é As pombas (da catedral) de St. Paul.

A edição dos contos está um luxo: todo início de conto tem uma ilustração que se relaciona com a história e comentários do Millard a respeito de alguns detalhes de cada fábula (como por exemplo, informações históricas). Essa edição foi organizada pelo queridíssimo Millard Nullings e o livro Contos Peculiares foi escrito apenas para olhos peculiares.

As ilustrações ficaram por conta do talentosíssimo Andrew Davidson e deram ao livro um toque muito especial, deixando as histórias ainda mais interessantes. Ransom Riggs e Andrew Davidson estão de parabéns! Formaram uma dupla e tanto e tudo se completou dentro da obra.

Após finalizar a leitura desse livro fiquei com uma sensação de tranquilidade, saudade e de dever cumprido. Foi uma experiência extremamente gratificante conhecer o mundo peculiar (através dos três primeiros livros) e saber mais a respeito desse universo que eu tanto adorei, concluindo a leitura de Contos.

Nem preciso dizer que irei indicar essa série para todo mundo, não é mesmo?! ♥


  • Editora: Intrínseca
  • ISBN: 9788551000533
  • Autor(es): Ransom Riggs
  • Páginas: 208 páginas
  • Ano: 2016
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[Resenha] – Quem era ela

Arquivado em Livros, Resenhas
- março 27, 2017

Fazia tempo que um livro não me prendia da primeira até a última página; Comecei a leitura de Quem era ela por conta dos inúmeros comentários positivos que circularam nas redes sociais a respeito da obra, e quando percebi, já estava devorando o livro em busca de respostas. Li as quase 340 páginas em menos de três dias e posso dizer que o livro entrou na minha lista de melhores leituras do ano.

Como você se sentiria que precisasse responder um questionário e seguir regras para morar em uma casa perfeita?! 

Folgate Street, nº 1 foi planejada por Edward Monkford, um renomeado arquiteto e um dos sócios fundadores da Monkford e Associdados. A casa é minimalista e é composta por muita tecnologia, desde uma senha para abrir a porta, até sensores que ligam o chuveiro, e ela é considerada uma casa muito segura. Mas por conta de todas essas qualidades, os interessados em morar em Folgate Street, nº 1 precisam preencher uma série de formulários e realizar uma entrevista com Edward, que tem o veredito final sobre quem poderá morar lá.

O livro é narrado sob a perspectiva de duas personagens: Antes: EmmaDepois: Jane. As diferentes visões a respeito da Folgate Street, nº 1 são importantes para o melhor desenvolvimento e entendimento da história. Jane é a atual moradora da casa, mas aos poucos descobre que a antiga inquilina, Emma, teve uma história misteriosa enquanto viveu ali. Aos poucos Jane se vê envolvida nesse mistério, e tenta descobrir o que, de fato, aconteceu.

Durante a leitura da obra é possível identificar que Jane e Emma possuem algumas características em comum, o que torna toda história ainda mais enigmática. Por conta da narrativa que se alterna, é possível acompanhar a vida de Emma e em que ponto a história de Jane “cruzou” com a dela. E eu adianto uma coisinha pra vocês: são fatos de tirar o sono.

Todos os personagens tem um peso muito forte na história. Eles foram muito bem desenvolvidos e possuem ligações que tornam toda a história por trás de Folgate Street, nº 1 mais misteriosa. É difícil de saber quem está falando a verdade e quem está tentando tirar algum tipo de proveito diante dos fatos apresentados. Além disso, a casa em si também se torna uma espécie de personagem, uma vez que as descrições sobre ela são muito bem detalhadas e ela (sim, a casa!!) pode induzir conclusões a respeito de diversos fatos.

Os capítulos são curtos e o autor soube criar um clima de muito suspense, mistérios e enigmas a respeito da casa e também dos personagens. A impressão que eu tive foi a de que JP Delaney “jogava” informações para o leitor guardar na memória e só trabalhava com isso nos capítulos seguintes. Isso prendeu minha atenção de uma maneira que não sei explicar; só sei que foi muito bom.

Não tenho tempo para pessoas que não se esforçam para aperfeiçoar a si mesmas.

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Quem era ela aborda temas do cotidiano, temas que são considerados tabus nos dias de hoje e também temas que dificilmente são vistos na literatura. O livro quebra paradigmas e faz questão de mostrar que toda ação tem uma reação.

A edição da Intrínseca está um capricho; o livro veio dentro de uma caixinha, sem muitas explicações sobre a obra (e me conquistou logo ali). Eu achei super interessante que os inícios de capítulos são parte dos questionários respondidos pelas personagens, o que me fazia ficar refletindo sobre diversos assuntos da minha vida – e também sobre o rumo que a história estava seguindo.

Eu queria ficar falando sobre esse livro por mais capítulos. Mas o meu medo de soltar algum spoiler é grande. E é sério: o livro só tem graça se você descobre aos poucos o que aconteceu. Mas é claro, se você já leu e quer trocar figurinhas sobre a história, é só me mandar um e-mail

Só peço uma coisa: leiam esse livro! Quem era ela é uma obra de arte e me lembrou bastante os livros da Gillian Flynn. Eu já fiquei imaginando uma adaptação para o cinema e vou indicar esse livro com todas as forças pra todo mundo, hahaha!


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[Resenha] – Biblioteca de Almas

Arquivado em Livros, Resenhas
- março 23, 2017

⚠ Essa resenha pode conter spoilers dos demais livros da trilogia.

O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares | • Cidade dos etéreos


Terminar uma trilogia é sempre triste. Eu sempre fico com aquela sensação de que estou me despedindo de grandes amigos, e com Biblioteca de Almas não foi diferente. Eu gostei bastante da leitura dos dois primeiros livros, mas esse terceiro fechou a trilogia com chave de ouro – e eu quase comecei a reler tudinho quando cheguei na última página.

Em Biblioteca de Almas, podemos acompanhar a jornada de Emma e Jacob em busca do Recanto do Demônio, onde seus amigos estão presos. Eles também contaram com a ajuda de Addison (o cão falante) e os três se tornaram invencíveis. A jornada não foi fácil, e os três precisaram lidar com inúmeros acólitosetéreos durante todo o caminho. Mas aos poucos eles começaram a descobrir um pouco mais sobre a história dos peculiares e também contaram com a ajuda de novos personagens.

Para mim, a história desse livro foi a mais real de todas. Digo isso porque a maldade realmente existiu de uma forma mais evidente e também porque a lealdade dos personagens foi colocada a prova em diversos momentos da trama. Se Caul se mostrou um personagem extremamente cruel no segundo livro, nesse terceiro podemos acompanhar um nível mais macabro de crueldade. Era impossível saber ou deduzir o que iria acontecer, pois a cada nova página era uma “bomba” que o autor soltava e me deixava curiosa e sem folêgo – e foi por conta disso que eu devorei essa obra.

Se no segundo livro nós fomos apresentados a novos peculiares, em Biblioteca de Almas esse leque se abriu de uma maneira inimaginável. Apesar de não serem muitos quantitativamente, os novos peculiares apresentados possuem histórias muito interessantes e surpreendentes. Eu confesso que fiquei de queixo caído em inúmeras partes. Além disso, nesse livro também podemos conhecer a fenda mais obscura e cruel do mundo peculiar.

Apesar de eu ter imaginado um final diferente, a leitura de Biblioteca de Almas foi extremamente proveitosa e tudo se encerrou sem pontas soltas. Claro que o autor poderia (em um futuro bem próximo, obrigada!) lançar alguns contos sobre determinados personagens – no mesmo estilo do livro Contos Peculiares. Porque é impossível não querer mais e mais desse mundo e personagens encantadores. 

Preciso fazer um parenteses para dizer que senti falta da entrevista do autor no final do livro, e que as fotos dessa edição são tão boas quanto as dos demais livros. Toda trilogia foi feita com muito capricho e ela se tornou uma das minhas favoritas da vida!

Contos Peculiares será uma das minhas próximas leituras Não vejo a hora de viajar novamente pra essa “fenda” que Ransom Riggs criou.


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