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Resenha

[Resenha] – A viúva

Arquivado em Livros, Resenhas
- junho 4, 2017

Em A viúva conhecemos a história de Jean e Glen Taylor, um casal conhecido por todos por conta de um crime no qual Glen era suspeito. Após a morte de Glen, Jean decidiu que era a hora de contar sua versão sobre a vida que levava ao lado do marido e detalhes de como o caso Bella afetou a relação dos dois. Além disso, também conhecemos o detetive Bob Sparkes e a conceituada jornalista Kate Waters, que também estão ligados nas histórias contadas pela viúva.

Em cada capítulo temos o ponto de vista de um personagem diferente, além de uma mistura de fatos do passado com fatos do presente, e dessa forma é possível entender o que realmente aconteceu na vida de Jean e Glen, além de mais detalhes a respeito do caso Bella. Confesso que senti nojo e desprezo em vários momentos da história, uma vez que o livro aborda temas que vão contra os meus princípios, como por exemplo pornografia infantil.

Jean acabou se revelando uma personagem com características e ideias peculiares ao longo da trama, o que foi um ponto positivo para o livro. Não vou dar mais detalhes a respeito disso, mas ela me surpreendeu bastante.

A viúva é um livro com uma premissa interessante, mas por conta de tantas voltas durante a história, a conclusão acaba sendo um pouco óbvia – e essa foi uma característica que me decepcionou com o livro como um todo. Eu gosto bastante de ir descobrindo os segredos dos mistérios ao longo da história, mas a impressão que eu tive foi que tudo se revelou muito rápido e no final o “choque” não foi muito grande.

Eu imaginava que a leitura desse livro seria diferente, eu estava esperando por uma história estilo Garota exemplar, mas infelizmente acabei me decepcionando um pouco com o decorrer da trama. Infelizmente o livro acabou se tornando mais do mesmo e Fiona Barton não conseguiu me agradar tanto com a sua escrita e história.


  • Editora: Intrínseca
  • ISBN: 9788551001028
  • Autor(es): Fiona Barton
  • Páginas: 304 páginas
  • Ano: 2017
  • Avaliação: 3,5/5
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[Resenha] – As mil noites

Arquivado em Livros, Resenhas
- novembro 3, 2016

As mil noites

As mil noites é uma adaptação da obra As mil e uma noites, e como eu ainda não tive coragem de encarar o primeiro livro de As mil e uma noites, eu resolvi me aventurar com o novo lançamento da Editora Intrínseca.

O livro nos conta a história de Lo-Melkhiin, um grande rei que tem como objetivo se casar e matar sua esposa. A principio é um pouco confuso de entender os motivos que levam o personagem a agir dessa maneira, mas no decorrer do livro tudo vai ficando mais claro (mas quero deixar registrado meu ódio por essa atitude). Pois bem, quando chega em uma determinada aldeia para escolher sua nova esposa (que sempre é a menina mais bonita), Lo-Melkhiin é surpreendido por uma garota que decide se casar com ele para salvar a vida de sua irmã.

Não é possível saber o nome da personagem que se casa com Lo-Melkhiin, pois em momento algum da história ela é chamada pelo nome. Achei isso um pouco estranho, porque eu gosto de saber o nome dos personagens, mas acabei me acostumando com essa caraterística da obra. No entanto, quero deixar ressaltado que me impressionei muito com tal personagem, já que na maior parte do tempo ela era muito decidida, sabia o que queria e fazia praticamente o impossível para continuar viva.

Eu gostei de como a personagem-sem-nome soube lidar com a personalidade de Lo-Melkhiin; apesar de não concordar com algumas atitudes dela, eu gostei de acompanhar o amadurecimento dela e também como ela fazia para proteger as pessoas de quem gostava. E enquanto a personagem ia se descobrindo, eu também descobria um pouco mais sobre a história e segredos de Lo-Melkhiin (e apesar dos apesares, eu continuo não gostando desse personagem)

A única coisa que me desanimou um pouco foi como a autora finalizou a obra. Achei que ficou um pouco corrido, que ela poderia ter feito diferente… Li alguns comentários no skoob de que o livro teria continuação. Apesar de não ter gostado do final, a história fechou sem pontas soltas. Acho que um segundo livro não seria necessário.

A escrita de E. K. Johnston me ganhou logo nas primeiras páginas; achei a leitura fluída, porém demorei um pouco para finalizar a leitura; os capítulos curtos ganharam meu coração e só fiquei um pouco incomodada com os capítulos narrados pela “coisa” – mas só porque a fonte estava em itálico. Fora isso, foi uma leitura bem proveitosa.

Se você está em busca de uma história de amor, As mil noites não é o livro que procura. Nele é possível encontrar muita magia, enigmas, um pouco sobre a cultura do povo do deserto e deuses menores… Mas ainda assim, é um livro muito mágico e encantador. Se você está em busca de uma história de amor, As mil noites não é o livro que procura. Nele é possível encontrar muita magia, enigmas, um pouco sobre a cultura do povo do deserto e deuses menores… Mas ainda assim, é um livro muito mágico e encantador.


  • Editora: Intrínseca
  • ISBN: 9788580579819
  • Autor(es): E. K. Johnston
  • Páginas: 320 páginas
  • Ano: 2016
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intrinseca

[Resenha] – Simon vs. a agenda Homo Sapiens

Arquivado em Livros, Resenhas
- março 1, 2016

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Resolvi encarar a leitura de Simon vs. a agenda Homo Sapiens sem ter lido sua sinopse ou qualquer resenha perdida pela internet. Apenas li alguns comentários de comparações com Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, e como gostei muito da leitura desse livro, resolvi me aventurar no novo lançamento da Editora Intrínseca. E, obviamente, que a minha classificação para o livro (5 estrelas) foi muito merecida.

Através da leitura dessa obra, podemos conhecer Simon, um adolescente encantador e que esconde um segredo. E por conta de uma chantagem feita por um de seus colegas de escola, é que descobrimos o que, de fato, Simon esconde (e, consequentemente, como ele lida com essa situação). Dado esse fato, um personagem extremamente importante é adicionado na narrativa: Blue – o menino com quem Simon troca emails, mas que não faz ideia de quem seja (apenas sabe que estudam na mesma escola).

Simon vs. a agenda Homo SapiensA relação que Simon e Blue vão criando é algo muito bonito. Eles não precisam se conhecer pessoalmente para que o sentimento cresça; pelo contrário, eles usam a curiosidade como algo a favor do sentimento deles. Existe muita confiança, entrega e muito companheirismo em todas as mensagens trocadas. E o mais engraçado é que o leitor só descobre a verdadeira identidade de Blue, quando o próprio Simon o conhece.

Quando a verdadeira identidade de Blue foi revelada, eu fiquei de queixo caído. Geralmente eu aposto minhas fichas em algum personagem e, por sorte, ele acaba sendo a pessoa misteriosa na história. Dessa vez as coisas foram diferentes… Eu jurava que Blue era uma pessoa completamente diferente da que foi revelada. E isso fez com que eu me encantasse ainda mais com a trama. Porque depois que Simon e Blue se conhecem pessoalmente, o livro consegue ficar mais amorzinho ainda

A escrita de Becky A. é extremamente cativante e a maneira como ela construiu o enredo e as ligações dos personagens também foi bem bacana. Nesse livro existe um pouco de tudo: ciúmes, bullying, amizade, comédia, drama e muito, mas muito amor.

Durante a leitura de Simon vs. a agenda Homo Sapiens, eu me lembrei da época em que eu tinha um perfil fake no Orkut. Sério, era extremamente divertido brincar de ser outra pessoa no mundo faz-de-conta. Então eu meio que sei como o Simon se sentia por não saber quem era o Blue.

Os capítulos são narrados ora pela perspectiva do Simon, ora pelos emails trocados com o Blue. Isso deixou o livro com um ar mais misterioso. Não encontrei erros de ortografia, e mais uma vez a Editora Intrínseca ganhou meu coração; todo o trabalho do livro está espetacular.


Editora: Intrínseca

ISBN: 9788580578928

Autor(es): Becky Albertalli

Páginas: 272 páginas

Ano: 2016

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* Livro cedido para resenha pela Editora.