Posts arquivados em Tag: Quisera eu

12 jan, 2012

Você é tão livro.

Tão jovem, e tão obcecada por aventuras, dramas, tramas, novelas, poesias, versos, poemas. Conta os contos. Faz encenações das histórias. Ri e chora sozinha, feito criança sem colo, que procura por carinho, e encontra sua alma gêmea dentro dos romances.

Não é à toa que as páginas estão marcadas pelas suas mudanças de humor. E cada autor descreve como ela é capaz de se sentir. E de viver. E sonha com um príncipe que já deixou de ser encantado, cita diálogos, imagina que tudo, um dia, pode dar certo. Torna-se feminista, machista, cozinheira, princesa, bibliotecária, mocinha em perigo, detetive, boneca, policial. E viaja entre os mundos conhecidos só por quem tem a capacidade de virar personagem.
E lá se foi, se jogar novamente no mundo das palavras, decifrar as entrelinhas, mergulhar nas linhas, nas páginas com cheiro de livro novo, devorar cada silaba, vivenciar os detalhes, se transformar, se sentir completa… Completa de felicidade.
“Você lê e ri. Você lê e engasga. Você lê e tem arrepíos. Você lê, e a sua vida vai se misturando no que está sendo lido.” (Caio Fernando Abreu)
17 jun, 2011

Assinado eu – II

E aparece, e me confunde. E me mima, me faz sorrir, me anima. E se vai. E volta, sem anunciar. E permanece, escuta, me abraça. E eu cedo. E me convence. E me tem de novo. E de novo. E quantas vezes quiser. E some. E me embaralha, constantemente. E sai depressa, sem se despedir. E eu continuo esperando e esperando. E só grito baixinho com medo de alguém escutar…Volta logo.

06 jun, 2011

C.

Mas é o mesmo clichê, que quando dito por alguém especial, me fez sentir angustia e pensar: poeta que fala de si sofre muito. Eu já deveria ter entendido. Já deveria ter aprendido, depois de escrever mais de mil palavras sobre um mesmo desamor.
12 ago, 2010

Trégua?!

Lágrimas.

 

Palavras jogadas pra fora sem pensar.
Ódio.
Uma vontade de acabar com a dor de uma vez por todas.
Tiros sem direção; uma arma sem balas.
Solidão.
Pular as fases de frases de desculpas mudaria algo?!
Remorso.
Saudade.
Perdão.
Escolhas feitas, caminhos diferentes, fazendo-os andar lado a lado.
Mortos-vivos.
Gosto de sangue travado na garganta.
Liberdade.
Desejo de momentos vividos de volta.
Uma carta sem remetente.
Sorriso amarelado, após um beijo molhado.
Amor desolado.
Por fim, o final chega, acalmando o coração.
Mas me pergunto, seria essa a solução?
10 jul, 2010

Desabafo sobre qualquer coisa!

Sabe, já faz tempo, eu parei de acreditar no ‘pra sempre’, parei de esperar tudo – ou nada- das pessoas ao meu redor, comecei a fazer as coisas por mim, para mim. Cheguei a pensar que eu era a mais egoísta, a mais cativante, a mais bipolar. Até que eu descobri que eu sou humana, e como diz aquela frase bem antiga, aquele clichê; errar é humano. Então eu percebi que por mais que eu me esforce, não tem como recuperar o que já passou. Um vaso quando quebrado, pode ser colado, mas sempre restam rachaduras, partes perdidas, esquecidas; E hoje eu sei que, por mais que eu tente escrever, tente colocar palavras em qualquer folha de papel, buscando expressar o que estou sentindo, por mais que eu tente de tudo, eu não consigo. Afinal, eu já não sei mais para quem escrevo, sobre quem escrevo. Não sei onde estão as rimas, as histórias de amor, as palavras que me encantavam.

Talvez os sonhos fugiram de mim, ou apagaram-se, como tantas coisas nos últimos dias….