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03 set, 2014

Sobre continuar existindo – ou qualquer coisa assim

Fonte: WeHeartIt

Pobre sonhadora.

Vive de palavras, emana nos versos e ri dos personagens. Embala seus sonhos nos contos, nas estrofes, nas rimas. Habita seu faz de contas, seu final feliz, seu próprio conto de fadas. E sorri seu sorriso mais afetuoso, mais completo, mais profundo…

Quando menos se espera, a infelicidade chega de mansinho, corrói a alma, derrama lágrimas. Como grande vilã da história, é algo inevitável. Ninguém sabe dizer de onde ela vem e para onde vai. Uns arriscam que é obra do tempo, do destino… Mas é impossível saber. Faz parte dos mistérios da vida; das nossas próprias escolhas. É um sentimento danado, que destrói o coração e gera turbilhões de dúvidas…

“Quem sou?”, “Para onde vou?”, “O que devo fazer?”.

A garota que é refém das palavras torna-se peça essencial para o quebra-cabeça dentro de seu próprio ser. Em suas veias circulam gotas de angustias. O peito aperta, e as lágrimas caem. E surge um pensamento, lá no fundo, como criança que quer brincar, mas tem medo…

“Você sabe o que fazer, garota! Você é forte, encare seus problemas…”

Respira fundo, procura diversas soluções e sempre encontra alguma que lhe agrade; que prove que ela realmente é capaz de enfrentar tudo o que acontece ao seu redor.

Sem pressa e sem medo sabe onde encontrar abrigo.

Abre mais um livro, mergulha em mais uma obra, cria laços. Uma tatuagem. Morada. Ligação impossível de se desfazer. E sente-se livre, realizada, completa. Vive de sonhos, doce sonhadora.

Fazia tempo que não postava nenhum texto pessoal. Espero que vocês gostem ^^

18 mar, 2012

Sobre a necessidade de ser quem eu sou

Queria voltar a ser a menina de antes, que todos queriam ter por perto, que cultivavam e cativavam… mas não dá, o destino se meteu na minha vida, e agora sou isso. Só isso. Sozinha. Não consigo ser reticências na vida de alguém, nem vírgula, exclamação, ou interrogação que eu era. Sou só ponto final. Fim. Adeus.

Queria ser de novo o motivo do riso de alguém, nada de lágrimas, e se caíssem, que de fossem de alegria.

Alegria. Riso. Sorriso.

Hoje sinto que sou vento na vida de muitas pessoas… chegar, mostrar coisas boas, e levar comigo coisas ruins. Queria ser âncora na vida de alguém, queria permanecer, me deixar ser feliz.

Felicidade. Feliz Cidade. Feliz Idade.

Sou confusão de sentimentos, me perco e me acho dentro deles, dentro de mim mesma. Sou saudade, insegurança, (des)amor.

Talvez eu tenha que me encontrar, pra poder permitir que a vida me encontre de novo. Preciso que a poesia me invada. Preciso mostrar que a carcaça do lado de fora que está mudando, e não tudo o que carrego comigo, aqui dentro de mim, bem lá no fundo. Dizem que o lugar em que guardamos as coisas boas e a saudade, se chama coração.

Coração. Cor. Ação. Oração. Salvação.

12 jan, 2012

Você é tão livro.

Tão jovem, e tão obcecada por aventuras, dramas, tramas, novelas, poesias, versos, poemas. Conta os contos. Faz encenações das histórias. Ri e chora sozinha, feito criança sem colo, que procura por carinho, e encontra sua alma gêmea dentro dos romances.

Não é à toa que as páginas estão marcadas pelas suas mudanças de humor. E cada autor descreve como ela é capaz de se sentir. E de viver. E sonha com um príncipe que já deixou de ser encantado, cita diálogos, imagina que tudo, um dia, pode dar certo. Torna-se feminista, machista, cozinheira, princesa, bibliotecária, mocinha em perigo, detetive, boneca, policial. E viaja entre os mundos conhecidos só por quem tem a capacidade de virar personagem.
E lá se foi, se jogar novamente no mundo das palavras, decifrar as entrelinhas, mergulhar nas linhas, nas páginas com cheiro de livro novo, devorar cada silaba, vivenciar os detalhes, se transformar, se sentir completa… Completa de felicidade.
“Você lê e ri. Você lê e engasga. Você lê e tem arrepíos. Você lê, e a sua vida vai se misturando no que está sendo lido.” (Caio Fernando Abreu)
11 dez, 2011

Ser.

Todos dizem que ela é aprendiz de escritora, dona dos versos, sonhadora de histórias… Espalham que ela brinca com as palavras, encanta nas estrofes, faz rima com os sentimentos. Observam como é tudo tão vivido, tão sincero, tão poético, tão único. E de tão clichê que mostra ser, torna-se tão ela, tão menina-moça, que teve o coração quebrado, que faz drama em quaisquer três linhas, e mesmo assim sorri.

13 jun, 2011

Era mais um dia normal

Cabelos molhados, vitrô fechado, espelho embaçado. Respirava o vapor, enquanto escrevia cinco letras no espelho, dentro de um coração. Apagava tudo, lentamente, sussurrando pra dentro de si o nome dele. Ficou parada, por alguns minutos, observando (mesmo sem querer) cada pedaço do seu corpo refletir, cada milésimo de si mesma ficar à amostra, cantarolando qualquer canção que passasse pela sua cabeça… Era mais um dia normal.