Textos

Una escuela diferente

Eram uma e trinta da tarde de sábado, o dia em que as aulas de Flamenco* voltariam.”É hora de voltar a antiga rotina” pensei enquanto Rose e eu estavamos no ponto à espera de nossa amiga Jocely, para irmos ao ensaio. Eu estava, apesar de muita cólica, super animada para mais um ano letivo no grupo de danças Aires de España*. Não era costume, mas por imprevistos perdemos nossa carona e tivemos que ir de táxi para a aula.

Chegamos então, com trinta minutos de atraso, mas demos sorte pois nosso grupo só começaria o aquecimento às 15:00. Comecei a conversar com as velhas amigas, saber como foram de férias, como estavam suas familias, seus trabalhos. Notei também as mudanças na sala de ensaios, como o lugar do espelho, as fotos que haviam sido retiradas das paredes, que por sinal, haviam sido pintadas.

O relógio indicou que já eram três da tarde. Incrível como o tempo passa voando quando estamos perto de pessoas queridas. Fizemos então, nossa primeira aula de Castanholas* do ano. Fiquei super feliz pelo fato de nossa querida professora, Tatiana Hass, ter juntado as duas turmas de castanhola, o clima ficou mais acolhedor, e todos adoraram. Em seguida, começamos a aula de ritmo. Nesse ponto, o número de alunos na sala já havia aumentado e eu dava grandes gargalhadas com minha grande amiga Zélia. Comentamos ao decorrer das dificílimas partituras de ritmo, a ausência e abandono de alguns membros do grupo e comemoramos o retorno de outros.

 

Ao término das aulas bem leves de castanhola e ritmo, fomos fazer um lanche, pois Jocely havia levado seu famoso bolo de banana que tanto adoramos e um delicioso suco de laranja e limão. Ficamos cerca de 45 minutos ali jogando conversa fora. Eu já estava com saudades daquela vibração que nos rodeava e de toda alegria que explodia de nossos corações, pelo simples fato de estarmos todos ali reunidos sábado após sábado. Minha amiga Luciana e eu, rimos durante vários minutos ao relembrarmos episódios em que eu, a “mascota” do grupo,fazia palhaçadas e aprontava poucas e boas com os companheiros. Hora dos avisos: Zélia ia começar a dar-nos aulas de Yoga. Todos ficaram animados e discutimos por cerca de 10 minutos um horário ideal para todos. Discutimos amigavelmente e nada decidimos, o que era de se esperar.

Começamos então a aula de Flamenco. Todos estavam enferrujadinhos, e após um lanche, o que mais se ouvia era os apelos das pessoas para que aquilo tudo acabasse. Mais era só o começo. Após uma hora e meia de ensaio, todos (ou quase todos) já estavam mortos. Porém, era a hora de começar os ensaios de Jotas*. Tive “sorte” e não precisei ensaiar, pois meu parceiro havia faltado. Então, ajudei a Tati, como de costume.

Fim da aula de Jotas, e havia chegado a hora que eu havia esperado o dia inteiro. Era a vez do grupo forte (não gosto desse nome), ou grupo de estudos,como preferir, ensaiar. Foi aí que comecei a pensar na imensa responsabilidade que estavam pondo em cima da Zélia, Luciana, Montserrat e eu. Um grupo “oficial” havia se formado, e estávamos sob os ensinamentos de nossa querida professora-amiga Tatiana. Creio que foi o ensaio mais puxado do dia, pois por incrível que pareça, aprendemos coisas que se fôssemos aprender com o nosso outro grupo, demoraríamos meses. Eu adorei.

Eram 20:00 quando estávamos fechando as portas do segundo andar para irmos embora, cansadas de um longo dia de ensaios, saciando pelo próximo. Peguei uma carona com minha “irmã mais velha” Zélia, já que seu ilustríssimo marido Anderson iria busca-la e somos praticamente vizinhas. Me diverti muito no carro, e cheguei em casa com várias bolhas nos pés. Sinal de que meu esforço valeu à pena.

Parte do grupo Aires de España, festa de San Cecilio

Pauta para Once upon a time; 31º edição, 1º lugar

Textos

De tanto te querer – parte II

Dois anos já tinham se passado,desde o dia que você prometeu mudar.Não sei por que,mas achei que era de verdade o que você estava me dizendo.Engano meu.

Saí do carro,bati a porta,não fazia nem idéia da onde eu estava.Comecei a caminhar e você,olhando pelo retrovisor não fez nada,além de continuar a acelerar o seu carro,que eu nunca fiz questão de saber marca,modelo,ano.
Na rua,só se ouvia o ‘tec tec’ dos meus sapatos e,para piorar as coisas,eu ainda estava com a sua jaqueta de couro preta,o que fazia sentir você ainda mais perto de mim.
Foi quando o meu celular tocou.Era um número que eu nunca tinha visto na vida.
– Alô?! – atendi com uma voz seca,como se quisesse sumir dali.
– Alô,aqui é do hospital da cidade – comecei a tremer,achando que alguém de minha familia havia sofrido algum acidente – e o senhor Raul acaba de dar entrada na UTI – meus olhos encheram de lágrimas.
– Mas,como assim?! Eu estava com ele até agora de pouco!
– Ele sofreu um grave acidente,e como seu número foi o último a ser discado,achamos melhor ligar para você.
Entrei em desespero.Como aquilo podia estar acontecendo com ele?!Como podia estar acontecendo com nós?
Peguei um táxi e corri para o hospital,onde não fui muito útil,já que eram duas da madrugada,eu estava com sono,e os médicos tiveram que me dar sedativo,pois em tal situação,eu estava muito desesperada.
+ continua …
 
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De tanto te querer – parte I

Fazia frio e,por ironia do destino,nós nos encontramos novamente.Tive medo de que meus olhos encontrassem os seus e que as lágrimas voltassem,de repente. Você,vendo como eu estava com medo,passou seus dedos sobre os meus e começou a brincar com eles,dando um daqueles beijos em minha testa que eu tanto adorava.Então,começamos a conversar e as palavras que estavam tímidas começaram a sair pelos seus lábios.E eu sorria.Foi quando você se calou e,como uma resposta,eu estremeci.Ouvi sua voz contar até três bem baixinho e uma respiração demorada,profunda.Talvez você até estivesse criando coragem para dizer adeus,eu não sabia o que pensar.Então você olhou para baixo e voltou ao encontro de meus olhos que se seguravam para não chorar.

– Desta vez será diferente. – você pronunciou as palavras que eu precisava ouvir,com a sua calma,e logo depois sorriu.

Meu coração começou a bater com uma velocidade que eu desconhecia e eu queria ficar ao seu lado para sempre.
– Mas você me disse isso da ultima vez. – respondi com uma certa insegurança,e ao mesmo tempo,tentando barrar as lembranças da nossa ultima tentativa.
– Eu sei…E sei também que errei muito ao te abandonar sem explicações – ele abaixou a cabeça e uma lágrima escorreu de meus olhos,pois eu sabia que tudo era verdade – Porém,eu voltei.Eu estou disposto a nos dar uma nova chance,e agora,só depende de você . – eu conseguia enxergar o brilho em seu olhar.
Comecei então a caminhar,quieta,pensando nas infinitas possibilidades que um dia ele já tivera e,quase sempre, desperdiçou.E ele?Caminhava ao meu lado,cantarolando a nossa música.Parei.Meu coração queria pular pela minha boca.Fui forte.Sentia minhas pernas estremecerem.E então,pulei em seus braços e ele me acolheu com um daqueles abraços apertados que ele sempre me dava quando nos víamos.Sussurrei então ao pé de seu ouvido :
– Você não merecia,mas eu te quero para sempre comigo.Eu sei que posso estar pisando em falso novamente,e me sinto uma criança que ganhara um doce depois de muito sacrifício.Não consigo passar um dia sequer sem pensar em você. – e as lágrimas não cessavam – Pois apesar de tudo eu te amo,e eu seria capaz de te dar mil chances se preciso fosse.
Ele então pediu perdão por tudo o que um dia fizera,e passamos a noite observando as estrelas.

+ continua…

Textos

Eu preciso de você

Por favor, quando houver um sinal de que tudo ficará bem, não esqueça de me chamar. A vontade que mais tenho agora é de sussurrar ao pé de seu ouvido que eu te amo e que te quero para sempre ao meu lado. Se o destino se meteu foi porque ele quis. E, por mais que a gente tente relutar a tudo isso é mais forte, é algo que nos une de um modo que quando se chega ao fim, nos dá mais forças para seguir em frente. Não me deixe, eu preciso de você.