O leitor do trem das 6h27 foi uma leitura tranquila e singela, principalmente por conta de seus personagens encantadores e por toda a leveza da narrativa. Apesar de o começo ter sido um pouco arrastado, quando percebi já estava no final do livro e com o coração aquecido por tanto carinho e simplicidade que encontrei na história.
Através da leitura de O leitor do trem das 6h27, é possível acompanhar a rotina de Guylain Vignolles, um rapaz extremamente cativante, simples e dedicado. Operador de uma máquina que “tritura” livros fora de moda, nosso personagem salva páginas soltas todos os dias após seu expediente, e as lê para quem quiser ouvir durante suas viagens de trem. Quando menos esperava, Guylain viu sua rotina mudar e acabou adentrando num universo totalmente novo, fazendo com que ele superasse as próprias barreiras e buscasse por algo maior.
A forma como o autor lidou com o lado romântico da história foi outro ponto que me agradou muito: ele quebrou paradigmas e fez com que o livro se tornasse algo único. Gostei disso e me senti tocada por todo o cotidiano dos personagens, por suas superações e por toda a delicadeza da obra. O livro tem uma mensagem tão bonita, e a importância das palavras foi utilizada de uma forma tão natural, que acabei refletindo sobre diversos temas durante a leitura da obra.
Apesar de ter pouco mais de 170 páginas e ser de um tamanho menor, a carga emocional de O leitor é demais! Eu pude sentir (principalmente) os medos e angústias dos personagens, e me alegrar quando as coisas (de forma tão natural) foram se encaixando. Como disse anteriormente, esse livro trata do cotidiano e das vontades (em diferentes aspectos) das pessoas. Esse foi, sem dúvidas, um dos livros mais cativantes que tive a oportunidade de ler em 2015 – e, obviamente, uma das obras que irei levar comigo para todo o sempre.
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577914
Autor(es): Jean-Paul Didierlaurent
Páginas: 176
Ano: 2015

* Livro cedido para resenha pela Editora


