Esse é o primeiro livro da autora Lucinda Riley que leio, apesar de ter um outro livro dela. Já tinha tentado ler outro livro da autora, mas confesso que não passei das primeiras cem páginas. A escrita da autora é maravilhosa, mas a outra história não me cativou. Coisa que dessa vez me surpreendi com a rapidez da leitura. Esse é o primeiro livro da série “As Sete Irmãs” que terão sete livros, cada um contado por uma das irmãs. O mais legal desse livro? Ele se passa no Brasil. E o jeito que a autora descreveu o nosso país é até poética.
O primeiro livro é contado do ponto de vista de Maia, a irmã mais velha. Todas as irmãs foram adotadas pelo marinheiro Pa Salt, um bilionário solteiro que estava sempre viajando, mas que seu porto seguro era Atlantis. Só era possível chegar nesse lugar encantado de barco. Em algumas dessas viagens ele adotou seis meninas e as levou para morar em Atlantis sobre seus cuidados. Cada uma fora adotada em lugares diferentes ao redor do mundo, seus nomes eram inspirados na constelação preferida de Pa Salt – que formavam As Sete Irmãs – quem cuidava das meninas e da casa era Marina, uma governanta que fizera o papel de mãe das meninas Maia, Alcyone, Asterope, Celeano, Taygete e Electra.
Maia está em Londres quando recebe a notícia da morte de Pa Salt. As irmãs foram chamadas para prestar as últimas homenagens ao pai, porém a grande surpresa é que ele já havia sido enterrado, conforme sua vontade. Antes de partir, o pai deixou coordenadas que mostravam a origem de cada uma delas. Apenas uma de suas filhas havia feito a pergunta sobre seus pais biológicos, mas ele deixa em aberto para que cada uma delas tomem suas próprias decisões.
Maia trabalhava em casa como tradutora e acabara de traduzir um livro do português para o francês de um escritor brasileiro. De todas as irmãs, ela era a única que continuava morando em Atlantis. Ela guardava um grande segredo, que apenas Marina sabia. Certo dia, ela recebe um telefonema de uma pessoa com quem não conversava havia quatorze anos e muito menos se reencontrar. E esse telefonema, faz com que ela se decida a partir em busca de suas origens. Ela acaba vindo parar no Brasil. Seu destino é “A Casa das Orquídeas”, localizada em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Ela acaba encontrando o lugar, mas as pessoas não parecem interessadas em suas histórias. Quem a ajuda nessa busca é o escritor Floriano Quintelas, o autor do livro que ela traduziu e com quem trocava e-mails. Junto com a carta de Pa Salt, havia também um objeto e com isso ela chega ao nome de Izabela Rosa Bonifácio, que viveu na década de 20. O lugar está marcado entre aspas, pois também é o nome de outro livro da autora – o que eu abandonei – agora fiquei curiosa para saber se há uma ligação entre eles.
O próximo livro da série será contado por Ally (Alcyone), então já estou esperado pela continuação. O final do livro nos deixa com um elevado grau de curiosidade, sendo assim, espero grandes outras histórias. Percebem que eu citei apenas seis irmãs, então isso já nos deixa com a sensação de eu preciso descobrir esse mistério. A escrita da Lucinda me encantou e fui descobrir depois que a autora ficou morando um tempo aqui no Brasil enquanto pesquisava sobre o livro e o escrevia. Por isso a visão da cidade ficou tão poética, como citei no início da resenha.
Para os fãs da autora, esse livro é sensacional e para quem não conhece a escrita da autora, recomendo começar por esse e não pelo livro “A Casa das Orquídeas”, a diferença e o ritmo de leitura entre os dois foram bem diferentes. Ao contrário desse que abandonei e que fiquei com vontade de voltar a leitura, essa é bem mais fluída. Os personagens são marcantes, fortes e carismáticos. E o final, pois é… É de deixar qualquer um desesperado pela continuação.
Editora: Editora Novo Conceito
ISBN: 9788581635330
Autor(es): Lucinda Riley
Páginas: 560
Ano:2014
Skoob | Orelha de Livro
* Livro cedido para resenha pela Editora
* Resenha por: Roberta Ferreira