Laranja Lima: Minha papelaria online preferida

Casamento, vida nova e blog novo!

Meus livros do Instituto Mojo

Nem tudo precisa de um título

Tenho pensado com muita frequência sobre quem sou e onde quero chegar. Tenho pensado sobre como minha rotina mudou e sobre como, sem perceber, acabei deixando de lado coisas que sempre me fizeram bem, entre elas o hábito da leitura e a vontade de sempre escrever sobre qualquer assunto.

Levei esse tema para minha sessão de terapia e chegamos a conclusão de que comecei a me interessar pelo universo dos livros quando eu tinha cerca de 12/13 anos, e estava passando por uma época muito difícil, pois eu sofria muito bullying na escola e quase não tinha amigos. E foi  quando meu irmão pegou emprestado O Mundo de Sophia na biblioteca do Senai que eu finalmente senti que estava salva, e essa sensação me mostrou que eu poderia encontrar abrigo e conforto dentro das páginas de um livro. A partir desse momento eu senti que tinha me encontrado, e meu irmão sempre me incentivou: ele me levava ao Sebo, me dava livros, inclusive foi dele que ganhei meu exemplar de Crepúsculo, que todos já devem estar cansados de saber que é minha saga favorita da vida.

E muitos dos meus anos foram desse jeito: pedindo livros de aniversário, escrevendo sobre eles no Procurei em Sonhos, conversando sobre novos lançamentos com minhas amigas literárias, indo pra Bienal, conhecendo minhas autoras e autores preferidos… Mas de repente a vida adulta chegou, meu pai faleceu e essa Cássia tão apaixonada por livros foi ficando sem voz dentro de mim. E isso me deixa devastada.

Conversei bastante sobre isso na minha última sessão da terapia e descobri que indiretamente e instintivamente eu sempre busco os livros quando preciso fugir de alguma coisa: seja rotina, seja algum sentimento que não está me fazendo bem, ou qualquer outra coisa que esteja passando dentro da minha cabeça. E geralmente esse processo tem início quando eu pego um livro que gosto muito para reler (geralmente é a saga Crepúsculo). Infelizmente dessa vez não deu certo e nem Crepúsculo conseguiu me salvar. Por que eu preciso me salvar primeiro. Eu preciso fazer esse trabalho de fora para dentro e de dentro para fora. Preciso descobrir porque quero fugir ou se simplesmente só quero pegar um livro e ter esse momento comigo mesma. Não sei se estou conseguindo me expressar tão bem, mas são sentimentos e situações diferentes que habilitam o meu modo leitora e, nesse momento, eu preciso aprender a lidar com cada Cássia leitora que existe dentro de mim.

Claro que eu tenho me interessado por outras coisas, estou assistindo mais séries e filmes, fazendo um curso de automaquiagem e voltei para o Flamenco. Mas preciso arrumar as coisas aqui dentro e dar voz, no momento certo, para cada Cássia, seja ela leitora, criança, madura, ou qualquer outra que aparecer.

Resolvi abrir o WordPress e deixar as palavras e sentimentos fluírem, e essa é outra decisão que tomei: vou me permitir escrever sobre o que for necessário, mesmo que ninguém leia, mesmo que tenha erros de português ou que não faça muito sentido para quem está lendo.

Ah, e sobre todo esse processo de (re)descoberta, acho que vou fazer uma tatuagem nova: é um desenho que foi feito num momento de recomeço e  estou sentindo que chegou a hora de deixar essa marca na minha pele.

Então é isso! Espero voltar a escrever por aqui em breve ♥

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