Avaliação: 3,5/5Titulo: A Rosa e o DragãoTitulo original: A Rosa e o DragãoAutor(a): Vanessa PereiraTradução: —Páginas: 312Ano: 2013Editora: Novo SéculoSinopse: Nosso destino está definido ou somos nós que o escrevemos através de nossas escolhas? Desirée é uma típica adolescente, com amizades fortes desde a infância. Pais ausentes, amigos presentes e uma certeza: a amizade não se troca por nada. Mas e quando surge um amor inimaginável? Tudo se transforma ao conhecer Andrew, um rapaz elegante, que chama a atenção por seu modo de ser. O amor acontece e dispara o coração adolescente. Contudo, Desirée mal sabe o que a espera. Um único pedido de Andrew e toda sua vida pode mudar.
A Rosa e o Dragão foi um livro que me decepcionou um pouco. Estava muito animada pela leitura, pois a sinopse e a capa me encantaram muito. Porém, quando comecei a leitura senti que o livro se tratava de uma mistura de Cinquenta Tons de Cinza + Crepúsculo (li ambos, mas a mistura deles seria meio estranha). Felizmente, no decorrer do livro tive outra visão sobre a história, mas para mim, a autora poderia ter trabalhado um pouco mais nos fatos que o livro apresenta.
O livro conta a história de Desirée (Dê), uma garota normal que faz de tudo para defender seus amigos e família. Certa noite enquanto passeava pelo parque, ela conhece Andrew, um cara misterioso e galanteador. Após se conhecerem, Dê fica encantada com o partido e só pensa nele. Sua melhor amiga, Mel, a alerta sobre os perigos que esse relacionamento pode resultar, mas Dê prefere largar sua família, sua melhor amiga e Bruno (seu amigo-irmão) para viver tal paixão.
Andrew conta, sem delongas e sem preparar psicologicamente Dê, que ele é um vampiro e que, para ficarem juntos, ela também precisa se transformar. Ele também fala que sua família quer que ele se case com Nina, uma das vampiras mais poderosas de seu clã, mas ele não a deseja. A garota aceita logo de cara e dias depois ele a transforma, e ela encara tudo numa boa. Ela mal sofre com a transformação, o que eu achei um pouco forçado, pois em todos os livros de vampiros que li, o ‘recém-nascido’ demora algum tempo para se acostumar com a nova vida.
Após a transformação, Andrew leva Desirée para seu clã, os Valos. Lá ela participa de uma cerimônia de aceitação, mas, para surpresa de todos, ela não é aceita e precisa escolher entre viver vagando sozinha ou morrer ali mesmo. Porém, para sorte da pobre garota, os Streshs (um pequeno grupo que vive dentro do clã dos Valos) decidem que querem ficar com ela, e que as normas permitem que eles protejam Desirée. E foi nesse momento que o livro começou a ficar interessante.
Quando ingressa aos Streshs, Desirée descobre que seu sangue é muito poderoso, além de coisas absurdas a respeito de Andrew. E em seus novos amigos (Streshs) ela encontra um porto seguro: Coy, que tem uma ligação muito forte com nossa personagem principal. Desirée também conhece Anthony, um vampiro que mexe com seus sentimentos.
Confusa por acontecimentos que envolvem a história, Desirée decide que é melhor fugir, mesmo correndo risco de vida (uma atitude tomada sem pensar nas consequências). Quando faz isso, Dê coloca a vida de seus amigos em perigo, e ela precisa se entregar aos Valos para salvar a vida de Mel e seus outros companheiros.
“Elas disseram à minha mãe que eu teria de proteger uma mulher, uma única mulher que não seria minha, mas que seria extremamente importante para mim. A mulher teria a marca da rosa. Tatuada ou natural, um botão de rosa semiaberto, com o caule com poucos espinhos”. P. 208
O final do livro, apesar de ter sido meio confuso, me deixou animada para uma continuação. Achei interessante como a autora trabalhou o fato de Desirée ter sido ‘tomada’ por algo maligno (que não posso contar, porque se não perde a graça) e o que isso resultou. Contudo, não nego que fiquei decepcionada com o final de alguns personagens e, apesar de ter pecado em alguns momentos em relação aos vampiros (tudo muito fácil para recém-nascidos e coisas assim), a ideia da história é muito boa.
Avaliação: 4/5Titulo: Os Doze Guardiões da LuzTitulo original: Os Doze Guardiões da LuzAutor(a): Luiz Henrique BatistaTradução: —Páginas: 448Ano: 2013Editora: Novo SéculoSinopse: Ambientado num mundo de fantasia, “Os Doze Guardiões da Luz” narra as histórias de heróis imortais que encarnam os doze signos do Zodíaco. Séculos após a grande guerra, que expulsou a Escuridão dos reinos do oeste, o povo e os heróis parecem ter se esquecido da ameaça que reside lá fora, além da fronteira das terras da Luz com os países da neblina. Alheios ao alcance dos tentáculos do inimigo, os Guardiões são pegos de surpresa quando a ameaça vem não de fora, mas de dentro do reino, justamente daqueles em quem mais confiavam: eles próprios.
Os Doze Guardiões da Luz foi um livro que realmente me surpreendeu. Confesso que no começo não estava gostando muito da história, mas decidi que iria levar a leitura até o fim.
A história se passa no Mundo de Gaia, planeta que já passou por várias guerras, sendo que em cada Era, um tipo de reinado era estipulado. Sendo assim, os Doze Guardiões da Luz são os responsáveis por manter a paz durante a era dos Reis. Ou seja, cuidar para que seres da Escuridão não cheguem até a Luz.
Os Guardiões são estrelas que caíram na Terra e cada um representa um dos doze signos dos zodíaco, além de serem divididos por seus elementos.
“A forma verdadeira de um Guardião manifestava toda a grandeza do filho ou filha das estrelas, um espetáculo vivo até para os outros Guardiões.” P. 36
Gostei de como o autor apresentou cada Guardião e de como ele envolveu – emocionalmente – os mesmos. Ele criou um tipo de ligação de amor e ódio, o que deixou a história mais entrelaçada. Por conta disso, temos personagens bons e maus. Mas, vale ressaltar que alguns dos Guardiões não foram ‘apresentados’ ao leitor, mas todos tiveram um momento especial no livro.
Capricórnio é o responsável pela guerra que está para acontecer. Ele deseja, mais do que tudo, o amor de Peixes (mas o coração dela pertence a Áries) e também sente vontade de mostrar aos outros Guardiões que a barreira entre a Luz e a Escuridão pode ser rompida. Sua fiel escudeira é Samara, uma serpente. Câncer e Escorpião se juntam a Capricórnio, pois possuem outros ideais e opiniões sobre os demais Guardiões.
Então a aventura começa: durante um festival algo terrível acontece com Gêmeos e Aries se vê na obrigação de esclarecer o problema. Sua amada (Peixes) decide ir junto. Mas o que ambos não sabiam era que muitas surpresas esperavam por eles e que os Guardiões teriam que lutar entre si.
Durante o trajeto, o casal encontra Touro, Leão (o grande rei) e sua cara metade, Aquário. Leão e Aquário são apaixonados, mas gostei da maneira que Aquário tratava o grande rei: ela não se rebaixava. Outro casal que envolve a história é Virgem e Sagitário, mas eles vivem um amor impossível. E por fim conhecemos Libra.
“Chegará então a décima terceira estrela, maior e mais poderosa. Ela será a encarnação da Luz e terá Doze Guardiões. Todos haverão de se curvar diante dela. Seu poder, porém, não será maior do que seu sacrifício.” P. 282
Por vários momentos associei os personagens de cada signo com pessoas próximas que possuem os mesmos. O único personagem que não consegui associar foi Leão, porque eu sempre o imaginava em sua forma de Guardião.
E após longos capítulos de apresentação de personagens e armadilhas da Escuridão, é chegada a hora da verdade…
Luiz encerrou a trama de uma forma fantástica, e não deixou nenhuma linha para trás. Gostei do final de cada Guardião e de como eles aceitam os fatos. Para mim, o livro transmite uma mensagem de que até seu irmão pode te decepcionar, mas sempre devemos encontrar a melhor solução para cada problema. E isso foi o que me fez gostar tanto do livro.











