Textos

Acredita em anjo?!

Hoje vou escrever sobre alguém que faz muita falta, não só na minha, como na vida de muitas pessoas ao meu redor.

No dia 18 de julho de 2008, Deus levou para perto de si, mais um anjo. Um anjo que acabara sua jornada na terra e precisava, finalmente, cuidar da gente (digo, da minha família) lá de cima, olhando por todos nós. Sinto, até hoje, sua presença pelos cantos da minha velha casa. Procuro por todos os lados, olho suas fotos, choro. Todos tentam, ainda, recuperar a alegria que fora levada para um lugar chamado infinito. E não adianta alguém fingir que não sente saudades, por que eu sei que todos sentem. Saudade… Ah, que saudade dos seus gritos, de quando brigava comigo ou até mesmo quando nos divertia com suas brincadeiras. Um guerreiro! Nosso guerreiro. Afinal, ninguém jamais era bom o suficiente para enfrenta-lo. Sei também, que uns sentem mais falta dele do que outros. Principalmente meus avós. Ouço eles, todas as noites, chorando baixinho. Às vezes eu choro também, debaixo das cobertas, trancada no meu quarto, relembrando tudo o que passamos juntos. E o melhor de tudo é quando sonhamos com o nosso anjinho, e conseguimos finalmente ouvir novamente sua voz, sentir seu cheiro, trocar palavras, olhar em seus olhos, ver seu sorriso, te dar um abraço. Então, eu me sinto um pouco melhor em saber que, lá de cima, ele está sempre cuidando da gente. Agora temos um anjo-da-guarda lindo, que amamos muito e que tivemos a honra de conhecer. E eu digo, com todo o orgulho desse mundo, que eu te amo muito, meu Tio Cláudio, meu herói!

” cedo ou tarde a gente vai se encontrar”

Blogosfera

Um ano!

 

Ual! Nem acredito que hoje faço um ano de blogger. De todos os blogs que eu já tive na minha vida, esse é o que eu mais gosto. Tudo bem que eu não me dedico tanto à ele, mais aqui é um dos únicos lugares onde eu consigo ser eu mesma! Comecei com o blog pra falar sobre meus sentimentos em relação à três garotos. Fase de mudanças, estou apaixonada por todos, ninguém me quer, odeio o amor! Quem nunca passou por isso? kkk. Enfim, de três acabei falando somente sobre um por muito tempo. Até que alguém entrou no lugar dele, e foi aquela coisa linda de primeiro amor, primeiro namorado, primeira briga, primeira desilusão-amorosa. Mas foi. E eu sempre aqui, colocando pra fora palavras que, nem sempre, foram lidas por quem eu esperava. Aprendi, com o passar do tempo e dos acontecimentos o quanto eu cresci. Eu começo a ler os textos que um dia eu escrevi,  bate saudade ás vezes, deve ser normal. E eu percebo que eu já não sou a mesma garotinha de antes, que queria tudo do meu jeito. Eu tive que aprender a conviver com os erros e acertos de todos, inclusive com os meus. E nesse um ano eu pude entender como as coisas são. Eu pude acrescentar coisas boas e ruins para minha vida, tendo assim, a oportinudade de me conhecer melhor. Falando em conhecer, não posso esquecer das amigas que fiz através do Procurei em Sonhos. Não são aquelas amigas com quem falo todo dia, são aquelas que passam, sem perceber, pelos mesmos problemas que eu, e tentam me ajudar me dando forças, assim como eu faço com elas. E é tão gratificante escrever poucas palavras e pessoas únicas como essas falarem exatamente o que preciso ouvir. Sério, isso me dá mais vontade ainda de continuar.

Muitas vezes eu pensei em desistir do blog. Simplesmente terminar. Mas algo dentro de mim  falava pra levar à diante. E cá estou hoje eu aqui, radiando de alegria, por completar o primeiro de muitos anos que ainda estão por vir (pareço até aquelas amigas desejando feliz aniversário pra alguém especial).

Eu só tenho que agradecer à cada um de vocês que fizeram tudo isso acontecer, aos meus leitores (que não são muitos) e a mim mesma, por conseguir melhorar tanto de um ano pra cá.

Um beijo especial no coração de cada um de vocês,

Cássia.

Com amor, Textos

Para minha querida mamãe

Mamãe…
Queria escrever algo tão lindo quanto você. Mas não consigo.
Queria buscar estrelas e lhe dar nessa data tão especial, mas ainda não sou capaz.
Queria gritar ao mundo o quanto eu te amo, mas para mim, falar olhando nos seus olhos já basta.
Queria ser uma filha melhor, mais obidiente, menos respondona… Mas você mesma disse que não mudaria nada em mim.
Queria não mais errar. Queria que você sentisse orgulho de mim. Queria poder estar sempre ao teu lado segurando sua mão e ouvindo seus segredos.
Queria ser mais que isso. Queria ser sua amiga, sua confidente, o amor da sua vida.
Me esqueço, as vezes, que eu sou tudo isso para ti, assim como és para mim.
Queria lhe fazer versos e poesias, musicas, colocar tudo o que penso e sinto sobre ti para fora.
E o que eu consigo fazer, apenas, é lembrar dos nossos momentos juntas, dos risos, da chuva de alegria, das tempestades de angustia, do arco-iris no fim de tudo, e você ali comigo, como eu contigo, fazendo de tudo algo mais simples.
Mamãe, se cada grão de areia expressasse o que eu sinto por ti, um deserto não seria suficiente para contá-lo. Você foi a unica que nunca me abandonou, secou minhas lágrimas, me deu conselhos certos. Tu deixou, várias vezes, de fazer algo por ti, para fazer algo por mim.
E eu só tenho a agradecer por tudo. Cada briga que tivémos me fez crescer. Cada abraço me confortou. Cada discussão fez-me rever meus conceitos. E hoje, não lhe trago rosas, nem ouro, nem estrelas – como eu realmente queria, pois esse seria o presente perfeito, para a MINHA perfeita – só lhe trago minhas palavras mal escritas, em um texto mal explicado, com muito carinho, amor, admiração e orgulho.

Eu te amo ♥

Em homenagem ao Dia das Mães
Textos

07.05

Campinas, 14 de abril de 2010.
Fiquei parada. Meus olhos contornaram seu rosto, que um dia me pertenceu. Te vi sorrindo, quis sorrir também. Mas não sorri. Você pouco notou minha presença, o que foi ótimo para mim. Não queria que me visse fraca, com os olhos inchados, com o coração nas mãos. Preferi não fazer drama, te observar de longe, sentir seu cheiro que ainda estava impregnado dentro de mim, lá no fundo d’alma. Decidi não mais falar de amor. Nunca. Apagar todas as lembranças, queimá-las e rasgar como você fez comigo.
Da série de textos velhos, do meu querido diário.