Livros, Resenhas

[Resenha] – Para todos os garotos que já amei

Para todos os garotos que já amei é o típico livro que me prende… Sou uma apaixonada assumida, já tive muitos (des)amores durante toda a minha vida, então foi impossível não me identificar logo de cara com as cartas que Lara Jean escrevia para os garotos que amava.

Lara Jean é a filha do meio de três irmãs, e possui grande afeto e admiração por sua irmã mais velha, Margot. Kitty, a irmã mais nova, também é recheada de carinhos e mimos, além de ser alvo de briguinhas bobas e provocações. As irmãs Song (como gostam de ser chamadas) nutriam um amor muito especial entre si e também com o pai. Como a mãe delas morreu quando ainda eram novas, Margot acabou assumindo as responsabilidades da casa, além de colocar ordem em tudo.

Mas a vida de Lara Jean mudou quando Margot foi para a faculdade… em outro país. Além de deixar um buraco no coração das irmãs, Margot também deixou uma ferida no coração de Josh, seu ex-namorado, vizinho e grande amigo da família. Porém, como se não fosse complicado o bastante ter que assumir o papel de irmã mais velha, Lara Jean acaba descobrindo que as cartas que escreveu para os garotos que amou durante a vida haviam sido enviadas para cada um deles através do correio.
E dessa forma somos introduzidos ao dia-a-dia de Lara, onde ela tenta entender como a caixa de chapéus onde guardava as cartas (presente da sua mãe) havia sumido e quem poderia tê-las enviado. Mas ainda assim, ela precisava lidar com Josh Peter (um colega de escola), uma vez que eles faziam parte desse dilema.

Josh e Peter possuem um grande papel no desenrolar da trama e também nas decisões tomadas pela personagem principal. Eles pareciam o ‘diabinho’ e o ‘anjinho’ no ombro dela, da mesma forma em que acontece nos desenhos animados. Mas eu realmente fiquei feliz como tudo foi acontecendo, e torci para que Lara tomasse as decisões certas.

Fazia tempo que uma personagem não me conquistava logo de cara como aconteceu com Lara Jean. Sério, apesar de ela ter feito algumas escolhas um pouco erradas durante o desenrolar da trama, ela foi, de longe, minha personagem favorita em todo o livro. Seu jeito peculiar de ser me encantou de uma maneira tão única, que eu acabei me sentindo sua amiga, sofrendo e sorrindo ao seu lado a cada nova página. Mas também não posso deixar de citar meu carinho por Kitty… Essa garota vale ouro, e acabei sentindo que todo mundo deveria ter uma irmã mais nova como ela.

A escrita de Jenny Han é maravilhosa! A autora escreve de uma maneira muito natural e divertida. As aventuras de Lara Jean, os dramas familiares, as paixões durante o ensino médio; tudo foi descrito de uma forma tão bacana que eu me senti parte da história. E por conta dessa característica, eu acabei devorando o livro em pouco tempo.

Eu realmente pensei que Para todos os garotos que já amei se tratava de um volume único, e apesar de eu ter gostado do final, fiquei com um gostinho de quero mais… Então nem preciso dizer que fiquei hiper feliz quando soube que uma continuação está chegando: Ps: ainda te amo.

Os capítulos do livro são curtinhos, o que facilita a leitura (eu prefiro livros assim, porque eu costumo ler em intervalos rápidos durante o dia). A diagramação é bem simples, mas não deixa de possuir uma qualidade típica da Editora Intrínseca. Não encontrei erros de português, mas eu estava tão focada no enredo, que posso ter deixado alguma coisa passar.
Finalizo a resenha deixando um aviso: se você, assim como eu, é fã de romances juvenis e conflitos adolescentes, e busca um livro com altas doses de risadas e dramas, você não pode deixar de ler essa obra maravilhosa.

Editora: Intrínseca

ISBN: 978-85-8057-726-6

Autor(es): Jenny Han

Páginas: 320 páginas

Ano: 2015

Skoob | Orelha de Livro

* Livro cedido para resenha pela Editora.

Livros, Resenhas

[Resenha] – Cidades de Papel

Eu nunca tinha me interessado pela leitura de Cidades de Papel porque sempre tive receio de acabar com a ‘magia’ que Quem é você, Alasca? e A culpa é das estrelas me proporcionaram. No entanto, com o lançamento do filme e a visita de John Green ao Brasil, eu acabei mudando de ideia e resolvi dar uma chance ao livro.

A obra é narrada por Quentin, ou apenas Q., um adolescente nerd. Filho de pais psicólogos, sempre levou uma vida tranquila ao lado de seus melhores amigos Radar e Ben. E também sempre nutriu uma paixão pela sua vizinha e colega de escola, Margo Roth Spielgeman. Apesar de terem sido grandes amigos quando crianças, Margo Q. quase não trocam mais palavras, mas tudo muda após a noite em que Margo convida Quentin para uma grande aventura (e doses de vingança) pela cidade.

E após uma noite cheia de revelações e traquinagens, Quentin começou a imaginar que sua relação com Margo finalmente poderia mudar (para melhor). Mas os sonhos de nosso personagem foram por água abaixo quando ele descobriu que Margo havia desaparecido. Como não era a primeira vez que ela decidia sumir, seus pais disseram que ela sempre deixava pistas de seu paradeiro.

Com o pensamento de que Margo havia o escolhido para ser seu salvador, Quentin começou a fazer buscas incansáveis sobre o paradeiro de sua paixão. Para isso ele contou com a ajuda de Ben, Radar e Lacey, a amiga de Margo.

O ritmo do livro é bem tranquilo. Os capítulos são curtinhos, fazendo com que a leitura seja realizada de uma maneira bem bacana. E em cada novo capítulo vamos descobrindo os segredos de Margo, novos relacionamentos surgem, e a obsessão de Quentin encontrar sua amiga nunca passa – ok, eu achei que isso foi meio exagerado, mas também achei uma gracinha.

Eu achei bem interessante como os personagens secundários foram ganhando destaque ao desenrolar do livro. Para mim, a questão de amizade foi um ponto que me surpreendeu bastante. Gosto de livros que retratam essa característica de maneira natural, e foi o que aconteceu em Cidades de Papel. Apesar da grande paixão de Quentin por Margo, o livro não ficou apenas nisso – ainda bem, porque senão ficaria cansativo.

Para mim, o único ponto que deixou a desejar foi o final. Conforme eu lia cada página, eu comecei a imaginar um final e ai John Green chegou e puff, acabou com tudo o que eu planejei. Mas é claro, é típico dele fazer esse tipo de coisa. John Green gosta de brincar com os nossos corações e depois sair como se não tivesse feito nada. No entanto, depois de refletir um pouco, cheguei à conclusão de que o final foi o mais justo possível.

Apesar de ter sido uma leitura extremamente proveitosa, eu senti falta do Green que encontrei nas outras duas obras que li dele. Mas é importante dizer que ele se mostrou um autor totalmente diferente, e isso me fez gostar da obra. Eu realmente comecei Cidades de Papel sem nenhuma expectativa, mas acabei me surpreendendo com o que encontrei. E preciso ressaltar que o autor teve uma sacada magnífica sobre o paradeiro de Margo e todas as pistas que ela foi deixando.

Pretendo assistir a adaptação no próximo fim de semana, e estou super curiosa para saber o que foi preservado da história original. E, se você é fã do John e ainda não leu Cidades de Papel, eu super recomendo a obra.

Editora: Intrínseca

ISBN: 978-85-8057-719-8

Autor(es): John Green

Páginas: 368 páginas

Ano: 2015

Skoob | Orelha de Livro

* Livro cedido para resenha pela Editora.

Sorteios

Sorteio de 2 anos: My Queen Side

 
Com alegria trazemos a vocês o sorteio em celebração ao aniversário de 2 anos do blog My Queen Side. Este sorteio é o resultado da colaboração de 21 blogs amigos, que se reuniram para presentear seus leitores com ótimos livros! Serão 5 ganhadores, um para cada kit. Que tal tentar a sorte de ser um deles?
 
Confira as regras e participe:
  • Residir em território brasileiro.
  • Preencher corretamente o formulário Rafflecopter. Após seguir as orientações de cada formulário, chances-extras aparecerão. Quanto mais delas cumprir, maior será sua chance de ser sorteado.
  • Cada participante poderá ser sorteado apenas uma vez.
  • Cada blog ficará responsável pelo envio do prêmio que por ele foi disponibilizado para o sorteio, não tendo qualquer responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios.
  • O ganhador terá 72 horas para responder ao e-mail enviado, caso contrário um novo sorteio será realizado.
  • O sorteio terá início em 25 de julho e término em 25 de agosto de 2015.
  • Os blogs terão um prazo de 45 dias para o envio do prêmio após o anúncio dos sorteados.
  • O concurso é recreativo; não está vinculado a marcas, compras e/ou vendas de serviços.
Livros, Resenhas

[Resenha] – Um conto sombrio dos Grimm

Dividido em vários contos, através da leitura de Um conto sombrio dos Grimm, conhecemos a história de João Maria como nunca fora escrita. Somos apresentados à história antes do famoso conto e depois que os irmãos fogem da bruxa má. Cheio de mistérios e aventuras, o livro flui em um ritmo fantástico e incomparável – e é impossível não se sentir envolvido pela escrita de Adam Gidwitz.

Eu tenho um fraco por livros voltados para o público juvenil, e Um conto sombrio dos Grimm foi uma ótima surpresa! Ele foi o típico livro que eu decidi ler, sem nem ao menos prestar atenção na sinopse, já que senti que todo o enredo deveria se revelar para mim durante a leitura da obra.

Recheado de grandes aventuras, desde a Terra até o Inferno, o livro acaba passando uma mensagem muito positiva (e é claro que não vou contar para vocês, porque se não eu estragaria toda a graça do livro). E durante as aventuras podemos perceber que Maria não é tão ingênua como a que conhecemos, e que João pode ser mais forte do que imaginamos…

Me identifiquei muito com os irmãos João e Maria. Apesar de tudo o que passaram, eles nunca deixaram o amor desaparecer. Eles tinham todos os motivos para cada um seguir seu caminho, mas na maior parte da trama permaneceram lado a lado – o que lembrou a minha relação com meu irmão.

O que mais gostei em toda a obra foi a relação criada entre narrador e leitor, principalmente quando o narrador brincava com o enredo e criava um clima de tensão. Além disso, ele sempre alertava quão forte uma cena poderia ser, então ficava difícil tentar adivinhar o que estava por vir.
Outro ponto que chamou minha atenção foi quando o pai e a mãe de João Maria tomavam algumas decisões. Sério, que tipo de família faria o que eles fizeram?! #Revolts

No geral, foi uma leitura muito proveitosa! Devorei o livro em poucas horas e fiquei com uma vontade tremenda de começar a leitura novamente. Adoro quando os livros me deixam assim! Mais uma vez a Editora Galera colocou todo capricho do mundo em sua publicação: a diagramação está impecável e a qualidade é indescritível.

 

Editora: Galera Record

ISBN: 9788501102706

Autor(es): Adam Gidwitz

Páginas: 272 páginas

Ano: 2015

Skoob | Orelha de Livro

* Livro cedido para resenha pela Editora.