Oi, amigos: estou viva!

Em 02.05.2019   Arquivado em Pessoal

Oi, gente! Tudo bem com vocês?!

Foi só comigo ou vocês também sentiram que Março e (principalmente) Abril passaram voando?! Eu mal pisquei e completei 26 anos; depois vivi um dos melhores dias da minha vida, que foi o show do Paul McCartney; alguns dias depois meu irmão também fez aniversário e minhas férias já tinham acabado; parece que a Páscoa foi ontem!! E agora já estamos no começo de Maio e eu estou voltando a rotina de estudar e também pretendo voltar a frequentar a academia (mesmo não sendo minha praia x_x’).

E falando sobre como as coisas estão passando rápido, no dia 15 o blog irá completar 10 anos!! Sério, eu não fazia ideia de que eu iria conseguir levar esse projeto por tantos anos, mas aqui estou eu, feliz e radiante por completar a primeira década de Procurei em Sonhos. E vai ter sorteio pra comemorar essa data tão especial ♥ Então fiquem de olho porque nos próximos dias irei publicar o post – e serão livros incríveis para dois ganhadores \o/

Esse post é mais pra dizer que hey, estou viva! e prometer (pela milésima vez) que as coisas por aqui vão mudar. Eu sei que já falei sobre isso várias e várias vezes, mas minha ideia é publicar novos posts toda terça, quinta e talvez aos sábados, a não ser em casos especiais (como será no sorteio de aniver do blog). Acho que fazendo dessa maneira, as coisas vão ficar mais fáceis e vou conseguir me organizar melhor <3 Tenho tantas ideias pra compartilhar com vocês e vou fazer o (im)possível para publicar tudinho ^^

Também quero aproveitar esse post pra dizer que agora faço parte de um clube de leitura: o Clube Literando. Ainda estamos no primeiro mês, então assim que eu tiver mais novidades sobre o assunto, eu passo por aqui 🙂

Aliás, se alguém tiver alguma sugestão de tema ou post que queira ver por aqui, é só deixar um comentário! Sei que o Procurei em Sonhos não é um blog famoso (e nem eu sou uma influencer), mas tudo o que publico por aqui é feito com muito carinho <3 Então vai ser bem legal esse tipo de interação.

Ufa, acho que é isso!

Beijão e até o próximo post 

{Fonte imagem destaque}

Desapego literário: livros foram feitos para serem lidos!

Em 18.07.2018   Arquivado em Livros,

Oi, gente! Tudo certo com vocês?!

{hoje o post vai ser um pouquinho grande, mas bora lá}

Quem me conhece sabe que eu sempre tive o péssimo hábito de acumular coisas. Principalmente livros. Quando o blog começou a firmar parcerias com autores e editoras, eu recebia um número absurdo de livros na minha casa. Livros que, nem sempre, eu iria ler. Por conta disso, minha estante crescia mais e mais a cada mês (porque além das cortesias, eu também sempre ficava de olho em alguma promoção).

Mas então o tempo foi passando (e meu acervo não parava de crescer… chegou um momento em que eu tinha mais de 500 exemplares) e aos poucos eu fui percebendo que não fazia o menor sentido guardar tantos livros sendo que alguém poderia lê-los. 

(mais…)

Sensível demais

Em 25.08.2015   Arquivado em Textos

Quando eu menos espero ela chega e me pega de surpresa. Eu me rendo, jogo as cartas sob a mesa. É muito difícil lidar com essa (des)carga de sentimentos, com as peças não encaixadas do meu próprio quebra-cabeça. As dúvidas sobre as palavras (não) ditas, cada ‘se’ referente as minhas ações, as lembranças (boas e ruins)… Tudo vai chegando e tomando conta de mim. O processo é lento e meu coração palpita a cada novo pensamento que surge. Me perco em meu próprio mundo. E crio obstáculos e desafios que só existem dentro do meu faz-de-conta. Aos poucos me afasto das pessoas que me querem bem e insisto que existe algo de errado. Me pergunto até onde sou capaz de aguentar; se falta muito para que eu volte ao normal. Mas, no fundo, eu sei que essa sensação faz parte de mim. E por mais que eu corra, ela sempre vai me encontrar.

De repente as lágrimas começam a cair… Involuntárias. Prefiro acreditar que é uma resposta, que estou tentando me libertar e seguir em frente. Eu mentalizo coisas boas, busco forças e ergo a cabeça. Todos passam por dias nublados. Todos são assombrados por seus próprios fantasmas.

Preciso de um tempo só para mim.

Eu respiro.

Conto até quanto for necessário.

E desabo em mim mesma.

Não sei quem sou, muito menos para onde quero ir.

Só desejo paciência e calma. Boas coisas estão por vir.

Eu espero…

Como aprendi a me amar?

Em 18.02.2015   Arquivado em Projetos, Textos

Eu tinha cerca de 10 anos quando comecei a perceber que era diferente das demais garotas da minha idade. Estava na quarta série, meu mundo ainda era todo perfeito e cor de rosa, mas algo estava se modificando. Na época eu era apaixonada pelo meu melhor amigo (paixão que durou anos, mas que sempre fora platônica) e ele ficou super afim da minha melhor amiga. Sério, tinha como piorar? A resposta é: sim. De repente minha amiga também estava apaixonada por ele e quando questionei por que ele tinha se interessado por ela, a resposta que recebi foi porque ela era bonita, diferente de mim. Ok, na época éramos muito inocentes, mas doeu pra caramba.

O tempo foi passando e na quinta/sexta série eu ainda continuava no meu mundinho. Minhas colegas começaram a se interessar por garotos mais velhos, e eu continuava a ser a cdf que só pensava nos estudos e em brincar de boneca quando chegasse da escola. E para mim tudo isso era super normal, não me interessava por nada além disso. Mas foi quando cheguei à sétima série que meu mundo realmente deu uma volta e tanto! Eu me tornei a menina mais zoada da turma, aquela para quem 98% dos alunos apontavam o dedo e comentavam algo, a que foi motivo de chacota e piadas de mau gosto. A menina que se dizia minha melhor amiga (não a que citei no início do texto) foi a responsável disso tudo; ela e o garoto por quem eu era apaixonada nessa época. Fui vítima de bullying, criaram uma comunidade no Orkut para me zoar, faziam desenhos na lousa e tiravam sarro de mim… Falavam do meu cabelo, do meu corpo, das minhas atitudes… Juro por Deus, foi a época mais difícil da minha vida! Mas encontrei forças para continuar.

Os anos seguintes foram melhores, mas ainda era tudo muito difícil. Felizmente consegui mudar de escola e pensei que tudo iria melhorar. Em partes, foi bom. Mas com o tempo fui percebendo que as pessoas que sempre diziam se importar comigo eram as primeiras a me zoarem pelos mesmos motivos citados acima. Nesse momento comecei a me questionar se o problema não era eu, porque eu mudei de escola, fiz novas amizades e tudo voltava a ficar igual (não de uma forma imatura, mas eram os mesmos motivos de zoação). Minha mãe me ajudou muito nesse momento, me mostrou que eu era sim uma pessoa boa, que eu poderia cuidar mais do meu visual/estilo e que infelizmente as pessoas não tem dó de zoar alguém.

Infelizmente penei mais alguns anos, principalmente porque não importava onde eu estava, sempre existia alguém que iria me criticar pelas minhas atitudes e, principalmente pelo meu corpo. Poderia enumerar quantas decepções obtive em minha vida, quantas vezes as pessoas que se diziam serem minhas melhores amigas (em quem eu confiava e abria meu coração para contar como tudo sempre fora tão difícil) foram as primeiras a apontarem os dedos e me zoar.

Aos poucos fui sendo mais seleta quanto as minhas amizades e felizmente consegui superar tudo o que aconteceu. Hoje em dia me aceito como sou, sei que existem pessoas que sempre vão me amar, independente de como eu me vista e/ou de como seja meu corpo. Minha mãe e o Pablo são duas pessoas que sempre me mostram que sou capaz e que tudo o que passou me tornou mais forte. Sou imensamente grata a eles – e também a todos que sempre estiveram ao meu lado.

 

Dói muito falar sobre tudo isso, mas hoje tenho plena consciência de que eu consegui, de que eu fui capaz e que hoje sou uma pessoa melhor, mais forte e segura por conta de tudo o que aconteceu. Hoje me amo exatamente como sou, me aceito e me cuido. Sou diferente do que era antes, eu cresci e sou mais madura. Consegui entender que as pessoas que fizeram isso comigo não tinham consciência de como era difícil para mim, e graças a Deus superei tudo. E foi assim, juntando vários cacos que aprendi a me amar.

***
Esse texto faz parte do projeto Me amo assim. Quer saber mais sobre ele? Acesse a página no Facebook.

Sobre continuar existindo – ou qualquer coisa assim

Em 03.09.2014   Arquivado em Textos
Fonte: WeHeartIt

Pobre sonhadora.

Vive de palavras, emana nos versos e ri dos personagens. Embala seus sonhos nos contos, nas estrofes, nas rimas. Habita seu faz de contas, seu final feliz, seu próprio conto de fadas. E sorri seu sorriso mais afetuoso, mais completo, mais profundo…

Quando menos se espera, a infelicidade chega de mansinho, corrói a alma, derrama lágrimas. Como grande vilã da história, é algo inevitável. Ninguém sabe dizer de onde ela vem e para onde vai. Uns arriscam que é obra do tempo, do destino… Mas é impossível saber. Faz parte dos mistérios da vida; das nossas próprias escolhas. É um sentimento danado, que destrói o coração e gera turbilhões de dúvidas…

“Quem sou?”, “Para onde vou?”, “O que devo fazer?”.

A garota que é refém das palavras torna-se peça essencial para o quebra-cabeça dentro de seu próprio ser. Em suas veias circulam gotas de angustias. O peito aperta, e as lágrimas caem. E surge um pensamento, lá no fundo, como criança que quer brincar, mas tem medo…

“Você sabe o que fazer, garota! Você é forte, encare seus problemas…”

Respira fundo, procura diversas soluções e sempre encontra alguma que lhe agrade; que prove que ela realmente é capaz de enfrentar tudo o que acontece ao seu redor.

Sem pressa e sem medo sabe onde encontrar abrigo.

Abre mais um livro, mergulha em mais uma obra, cria laços. Uma tatuagem. Morada. Ligação impossível de se desfazer. E sente-se livre, realizada, completa. Vive de sonhos, doce sonhadora.

Fazia tempo que não postava nenhum texto pessoal. Espero que vocês gostem ^^

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