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{Resenha} – A garota da casa grande

A garota da casa grande
Amanda Marchi
Novo Século, 2013
111 páginas

O livro A garota da casa grande é narrado por sua personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha não-da-frente-mas-da-diagonal.

Um romance, sobretudo, entre seres humanos, que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.

“A garota da casa grande” tem como tema central a homossexualidade de Georgia, uma garota que mora na cidade grande mas que sempre passa as férias em uma cidadezinha do interior, na casa de sua avó. Georgia tem uma personalidade forte, mas demorei um pouco para me sentir cativada pela mesma. Para ela, passar as férias com sua família é algo extremamente estúpido, mas as poucos podemos entender seus motivos – no entanto, acho que nada justifica a maneira como trata a avó e coisas assim. Sua única companhia durante as férias é Max, um cachorro encantador que é grande responsável pelas reviravoltas vividas pela personagem principal.

Quando menos espera, Georgia acaba conhecendo a pseudo-vizinha de sua avó, que atende por Alice; Ela é uma garota um pouco solitária, cheia de mistérios e motivo de chacota na cidadezinha, então as duas criam uma afinidade muito forte e o sentimento que uma tem pela outra é muito bonito. Alice rapidamente me cativou por sua simplicidade e seu jeito único de ser.Apesar de abordar um tema que ainda é tabu nos dias de hoje, “A garota da casa grande” não conseguiu me prender emocionalmente, e acredito que isso foi uma fragilidade da obra. A autora trabalhou bem o tema central, mostrando como ainda nos dias de hoje é complicado assumir a homossexualidade, mas em alguns momentos senti que toda essa “tensão” ficou meio solta.
O final da história deixou um pouco a desejar, uma vez que a história estava em seu ponto alto e acabou sem mais nem menos. Acredito que Amanda poderia ter se aprofundado mais na história, porquê, como já disse, a ideia central era muito boa.No mais, é importante dizer que a obra é agradável e pode auxiliar no combate ao preconceito. Claro que vão existir comparações entre o livro e romances héteros, mas “A garota da casa grande” tem sua particularidade e é capaz de mexer com o emocional de quem está lendo. Não foi o primeiro romance gay que tive a oportunidade de ler, e posso dizer que apesar de suas recaídas, a autora soube trabalhar muito bem a maioria dos aspectos da obra.

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6 comentários

  • Reply
    Janna
    maio 28, 2014 at 2:00 pm

    Oi Cá, eu li um romance gay que foi O Terceiro Travesseiro o autor é nacional e gostei bastante foi emocionante a leitura e um final triste…fiquei curiosa pra ver como a autora abordou o romance homossexual entre mulheres, mas é uma pena que o livro não tenha te agradado tanto. Gostei da resenha.

    Beijos!!!
    @jannagranado
    http://livrospuradiversao.blogspot.com.br

  • Reply
    Roberta
    maio 28, 2014 at 2:22 pm

    Oi Cá, acho que o último livro que li com essa temática foi "As Vantagens de Ser Invisível" que nem focava tanto assim no assunto. Fiquei curiosa para ver a abordagem da autora. Uma pena que o livro não tenha te agradado. Mal posso esperar para recebê-lo, rs.

    Beijos, Rob
    http://estantedarob.blogspot.com.br/

  • Reply
    Paty Souza
    maio 29, 2014 at 11:20 am

    Eu ainda não li nenhum romance gay, gostei da capa desse, e mesmo sabendo que a autora que a leitura não te conquistou totalmente eu daria uma chance.
    Dica anotada.

    Beijos.
    Leituras da Paty

  • Reply
    Livy
    maio 30, 2014 at 1:28 am

    Oi Cá,

    Até hoje não li nenhum romance gay, não por preconceito, mas por falta de oportunidade. Mas acho que não começaria por este, para ser sincera. Parece ser um livro interessante, mas não me chamou tanto a atenção. Quem sabe um dia eu tenha a oportunidade de ler!

    Beijos,
    Livy
    No Mundo dos Livros

  • Reply
    Francine Porfirio
    junho 4, 2014 at 12:50 pm

    Adorei a resenha, flor. Acredita que nunca li um romance homossexual? Claro que já li romances que tinham casais gays, mas não como protagonistas. Waaaaa, preciso conferir isso (rs). Sua opinião foi muito clara sobre a obra. Pena que o final foi assim, repentino. Acho que tão importante quanto o desenvolvimento e o ápice é o desfecho. Bom saber que o livro colabora para diminuir o preconceito… Espero que ele alcance mais corações por aí.
    Ah, flor, só uma sugestão… Na primeira linha, mude homossexualismo por homossexualidade. O termo homossexualismo foi usado pela psiquiatria para designar "o transtorno mental homossexual". Isso porque não era comum terem casais gays e, nas ocasiões em que havia uma pessoa com esse "desvio sexual" ela era "tratada" como se tivesse a síndrome do homossexualismo. Depois, quando isso deixou de ser considerado um transtorno psiquiátrico (e até foi excluído do DSM), o termo foi readaptado para homossexualidade. 🙂 Por isso evitamos usar homossexualismo (porque o sufixo "ismo" configura doença).
    Waaaaaa, aula de história médica (rs). Pode nem ser importante, mas isso me salta aos olhos pela minha formação. Desculpe. Ignore-me se achar inconveniente.
    Beijo carinhoso, linda!!!

    http://www.myqueenside.blogspot.com

  • Reply
    Maria Valéria
    junho 9, 2014 at 3:19 pm

    eu achei um livro bacana, apesar de curtinho. ^^
    bjs, flor.
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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