




Depois de ter sobrevivido a uma tragédia em que vários de seus amigos foram mortos, Lila Elliot sabe que suas cicatrizes só amenizarão com o tempo. E ela é grata pelo carinho de sua melhor amiga, que a hospedou em sua casa para que ela não ficasse sozinha e recebesse seus cuidados. Entretanto, algo em seu coração não consegue esquecer a tristeza e a dor desse trauma. Até que ela conhece Grace, uma golden retriever que sofreu abusos e maus tratos, mas que havia sido resgatada por Adam, um homem de bom coração que não suportou ver um animal tão triste e sofrido. Lila, que tem verdadeiro pavor de cães desde a infância, terá de dividir o espaço com Grace. As duas precisam de amor e de tempo para superar suas tragédias pessoais. Grace mantém distância de Lila, pressentindo o medo que ela sente. Aos poucos, porém, Lila consegue enxergar pelos olhos de Grace o amor e a coragem que são tão importantes para seguir em frente. Um romance apaixonante, sobre os dramas da vida, as incertezas e o amor que chega inesperadamente.
Sempre gostei de cachorros, mas nunca fui muita fã dos filmes que passavam na sessão da tarde, onde o foco central das histórias eram esses peludos. No entanto, nunca tinha me arriscado a ler qualquer livro que tivesse essa temática, então após ler a sinopse de “Um milagre chamado Grace”, resolvi que precisava lê-lo.
Diferente da capa, Grace não é o foco principal da história. Ela é apenas a peça chave para que Lila consiga superar seus medos e traumas, e aprenda a levar uma vida mais “normal”. Por conta de um acidente que sofreu quando criança, Lila nunca foi muito fã de cachorros e tenta manter distância dessa espécie. No entanto, após sofrer um atentado em seu trabalho, Lila é obrigada a mudar-se para casa de sua amiga Cristina e precisa aprender a conviver sob o mesmo teto – literalmente – que Grace.
Da mesma forma que Lila, Grace também tem traumas; Ela passou por experiencias que nenhum animal deveria sofrer. Grace carrega consigo marcas de seu passado, e isso foi algo que emocionou muito. Mesmo depois de passar por tudo que passou, Grace permanecera sendo uma cachorra dócil, amiga, companheira e muito emotiva. Ela percebe, em menos de um dia de convivência, que Lila não vai com sua cara, e é incrível a forma como ela implora por carinho e atenção, porque ela sabe que Lila precisa de sua ajuda. Essa parte me tocou de uma forma indescritível, e foi nesse momento que o livro realmente começou a mexer comigo.
Em meio a tantas mudanças, Lila acaba conhecendo Adam – amigo de Cristina, e responsável pelo resgate de Grace. Adam é um cara bem resolvido, mas demorei pra pegar gosto por ele. No início pensei que ele seria mais um desses personagens pé no saco, mas aos poucos vamos conhecendo sua história e bem, é impossível não se apaixonar. E a história segue num ritmo bem bacana, onde Lila tem que aprender a lidar com Grace (após uma viagem repentina de Cristina), e Adam – por saber que Lila mantém certa distância de Grace – fica o tempo todo querendo saber notícias desse relacionamento.
A diagramação está muito legal, o estilo do livro é aquele médio (como a maioria dos livros lançados pela Única/Gente), e mesmo com os diálogos em estilo americano (já falei sobre essa característica da Editora em outra resenha), consegui manter o ritmo da leitura. Acredito que já estou me acostumando com essa forma de diálogos, então não foi algo que me incomodou.
Apesar de a história como um todo ser um pouco previsível, “Um milagre chamado Grace” conseguiu conquistar meu coração. É muito emociante como a história vai se desenvolvendo e o rumo que as coisas tomam. Acho que finalmente consegui quebrar o “preconceito” que tinha em relação com esse tipo de livro, e pretendo ler muitos outros com essa temática em breve.

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