Livros, Resenhas

[Resenha] – Um milagre chamado Grace

Um milagre chamado Grace
O amor pode aparecer em diversas formas
Kristin von Kreisler
Única Editora, 2014
288 páginas

Depois de ter sobrevivido a uma tragédia em que vários de seus amigos foram mortos, Lila Elliot sabe que suas cicatrizes só amenizarão com o tempo. E ela é grata pelo carinho de sua melhor amiga, que a hospedou em sua casa para que ela não ficasse sozinha e recebesse seus cuidados. Entretanto, algo em seu coração não consegue esquecer a tristeza e a dor desse trauma. Até que ela conhece Grace, uma golden retriever que sofreu abusos e maus tratos, mas que havia sido resgatada por Adam, um homem de bom coração que não suportou ver um animal tão triste e sofrido. Lila, que tem verdadeiro pavor de cães desde a infância, terá de dividir o espaço com Grace. As duas precisam de amor e de tempo para superar suas tragédias pessoais. Grace mantém distância de Lila, pressentindo o medo que ela sente. Aos poucos, porém, Lila consegue enxergar pelos olhos de Grace o amor e a coragem que são tão importantes para seguir em frente. Um romance apaixonante, sobre os dramas da vida, as incertezas e o amor que chega inesperadamente.

Sempre gostei de cachorros, mas nunca fui muita fã dos filmes que passavam na sessão da tarde, onde o foco central das histórias eram esses peludos. No entanto, nunca tinha me arriscado a ler qualquer livro que tivesse essa temática, então após ler a sinopse de “Um milagre chamado Grace”, resolvi que precisava lê-lo.

Diferente da capa, Grace não é o foco principal da história. Ela é apenas a peça chave para que Lila consiga superar seus medos e traumas, e aprenda a levar uma vida mais “normal”. Por conta de um acidente que sofreu quando criança, Lila nunca foi muito fã de cachorros e tenta manter distância dessa espécie. No entanto, após sofrer um atentado em seu trabalho, Lila é obrigada a mudar-se para casa de sua amiga Cristina e precisa aprender a conviver sob o mesmo teto – literalmente – que Grace.

Da mesma forma que Lila, Grace também tem traumas; Ela passou por experiencias que nenhum animal deveria sofrer. Grace carrega consigo marcas de seu passado, e isso foi algo que emocionou muito. Mesmo depois de passar por tudo que passou, Grace permanecera sendo uma cachorra dócil, amiga, companheira e muito emotiva. Ela percebe, em menos de um dia de convivência, que Lila não vai com sua cara, e é incrível a forma como ela implora por carinho e atenção, porque ela sabe que Lila precisa de sua ajuda. Essa parte me tocou de uma forma indescritível, e foi nesse momento que o livro realmente começou a mexer comigo.

Em meio a tantas mudanças, Lila acaba conhecendo Adam – amigo de Cristina, e responsável pelo resgate de Grace. Adam é um cara bem resolvido, mas demorei pra pegar gosto por ele. No início pensei que ele seria mais um desses personagens pé no saco, mas aos poucos vamos conhecendo sua história e bem, é impossível não se apaixonar. E a história segue num ritmo bem bacana, onde Lila tem que aprender a lidar com Grace (após uma viagem repentina de Cristina), e Adam – por saber que Lila mantém certa distância de Grace – fica o tempo todo querendo saber notícias desse relacionamento.

A diagramação está muito legal, o estilo do livro é aquele médio (como a maioria dos livros lançados pela Única/Gente), e mesmo com os diálogos em estilo americano (já falei sobre essa característica da Editora em outra resenha), consegui manter o ritmo da leitura. Acredito que já estou me acostumando com essa forma de diálogos, então não foi algo que me incomodou.

Apesar de a história como um todo ser um pouco previsível, “Um milagre chamado Grace” conseguiu conquistar meu coração. É muito emociante como a história vai se desenvolvendo e o rumo que as coisas tomam. Acho que finalmente consegui quebrar o “preconceito” que tinha em relação com esse tipo de livro, e pretendo ler muitos outros com essa temática em breve.

Sorteios

[Sorteio] – Copa Literária

Você já se preparou pra acompanhar o mundial da Copa do Mundo pela televisão? Ou você comprou os ingressos pra assistir a seleção ao vivo no estádio? Está confiante de que essa Copa já é nossa?!
Bem…se o Brasil irá levar a taça eu não sei…mas uma coisa eu tenho certeza…
A Copa do Mundo é nossa!!!

 

Por que o blog Perdidas na Biblioteca reuniu um time de craques pra montar a maior Copa Literária (se não for a primeira, pois nunca vi uma promoção de Copa antes…) de todos os tempos!! E sabe o que é melhor? Aqui todo mundo tem chance de ganhar!!o/

Regras

 Ter endereço de entrega no Brasil
 Preencher corretamente os Rafflecopters abaixo
 A promoção terá início no dia 12 de junho (início da Copa) e se finalizará no dia 13 de julho (dia do jogo da final da Copa).
 Cada grupo terá um ganhador, totalizando 8 ganhadores distintos, ou seja, caso você seja sorteado no grupo A, passa automaticamente a parar de concorrer para os demais grupos.
 Cada sorteado levará para casa os prêmios descritos no rafflecopter em que ele foi sorteado, totalizando sempre 4 livros para cada ganhador.
 Os blogs não se responsabilizam por possíveis extravios dos correios.
 Os blogueiros terão o prazo de 30 dias , a contar da data de divulgação do resultado, para enviar os prêmios.
 Um e-mail será enviado a cada ganhador, e estes terão o prazo de 48h para responder o contato com o nome e endereço completo para o envio do prêmio. Caso isso não ocorra, um novo sorteio será realizado.
 O resultado dessa promoção será divulgado neste mesmo post e nas redes sociais dos blogs.
Grupo A

a Rafflecopter giveaway

Grupo B 

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Grupo C
Procurei em Sonhos está escalado nesse grupo 

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Grupo D

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Grupo E

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Grupo F

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Grupo G 

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Grupo H

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Como vocês perceberam, são muitos prêmios maravilhosos! Não deixem de participar em todos os grupos, porque assim terão mais chances de ganhar… Boa sorte!
Livros, Resenhas

[Resenha] – Princesa Adormecida

Princesa Adormecida
Paula Pimenta
Galera Record, 2014

Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

Desde pequena eu sempre fui apaixonada por contos de fadas. Já li outros livros de “princesas modernas”, mas nenhum mexeu tanto comigo como Princesa Adormecida. Eu estava esperando uma história pacata e sem muito desenvolvimento, mas descobrir que estava enganada foi uma ótima surpresa para mim. Porém, para que o livro realmente faça sentido, é necessário lê-lo com a mente mais aberta – porque algumas coisas são complicadas de entender e, no mundo em que vivemos, seriam situações meio impossíveis de lidar.

O livro é narrado por Anna Rosa (ou Áurea), uma menina doce, meiga, mas que não se lembra de seu passado. Ela vive com os tios desde quando tinha cinco anos de idade e eles são sua única família. No entanto, os tios Florindo, Fausto e Petrônio são extremamente protetores e mal deixam Anna respirar sem o consentimento deles. Com o passar dos capítulos somos envolvidos pelo ‘mundo-faz-de-conta’ de Anna e podemos perceber claramente o motivo de tanta proteção.Anna Rosa estuda em um colégio interno e suas únicas amizades são as de garotas que também estudam por lá. Sua melhor amiga é Clara, e eu realmente fiquei com um pé atrás em relação a ela por praticamente todo livro. Quando Anna completa 16 anos, Clara e o restante das meninas bolam um plano para que ela finalmente se divirta como uma garota de sua idade. E, depois desse dia, a vida de nossa personagem principal passa por uma reviravolta.

Acredito que o único momento em que me irritei – de verdade – com Áurea (a ponto de querer entrar no livro e dar uns chacoalhões nela) foi quando ela começou a trocar mensagens com um desconhecido. Ok, ok, vocês vão dizer que sou antiquada, que nos dias de hoje, com a internet e tudo mais isso é a coisa mais normal do mundo: mas gente, ela quebrou uma promessa e deu trela pra alguém que ela não tinha ideia de quem fosse (nem sabia, ao certo, se possuíam amigos em comum nem nada do tipo). E graças à teimosia de Anna, é que a história ganha um romance digno de contos de fadas. Embalando o clima de conto de fadas, também temos uma ‘bruxa má’ capaz de qualquer coisa. Todavia, não irei falar sobre essas características da obra, porque facilmente eu poderia soltar algum spoiler.

Como eu disse no inicio da resenha, o livro superou minhas expectativas. Paula Pimenta conseguiu me confundir sobre quem eram os verdadeiros vilões e mocinhos da história, e fiquei de queixo caído (apesar de no final das páginas o livro ter ficado meio previsível) com o fechamento da obra. Os personagens conseguiram me conquistar com sua simplicidade e os tios de Rosa me ganharam logo no início da história. Princesa Adormecida é um maravilhoso conto de fadas, com direto a castelos, príncipes, bailes e tudo o que deveria ter por direito.

Uma característica que achei interessante foi a ligação que a Paula Pimenta fez entre Princesa Adormecida e O livro das Princesas. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de ler O livro das Princesas, mas a relação que ele tem com Princesa Adormecida faz com que a obra tenha um toque especial – e agora estou doida para conhecer a história da DJ Cinderela. E, falando sobre a autora, fiquei muito feliz em descobrir que a escrita dela é realmente maravilhosa como todos dizem e pretendo ler outros títulos dela muito em breve.

 

Esse livro fez parte da maratona literária #EUSOUDOIDEIRA, e é necessário escolher uma música para representá-lo. Bom, escolhi a canção I’m Yours de Jason Mraz. Para ouvir é só dar play 😉

Livros, Resenhas

[Resenha] – A vivência de Clarisse

A Vivência de Clarisse
Isabella Danesi
Novo Século, 2013
232 páginas
Era para ser um simples intercâmbio na Inglaterra, se não fosse o fato de Clarisse ficar hospedada na casa de sua amiga Gio, uma garota que namora nada mais, nada menos do que um dos integrantes da banda Flight 08 , de quem é fã, assim como outras garotas também. Igual a um sonho maravilhoso, a brasileira conhece e acaba se envolvendo com Mark, um dos vocalistas da banda. Porém, como saber se realmente essa ficada é para valer ou não? Como é difícil o amor nessa fase da vida! Ainda mais quando o famoso vocalista é cobiçado pela maioria das meninas, que rejeitam e até invejam a estrangeira que, aparentemente, conquistou o coração… do líder do Flight 08. Mais do que uma viagem até outro continente e outra cultura, A vivência de Clarisse é uma jornada para dentro de si mesmo, em que os conflitos da personagem são postos à tona, de forma profunda, sensível e cativante.
***

“A vivência de Clarisse” é um singelo romance nacional, lançado em 2013 pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira – Novo Século – que conseguiu me arrancar suspiros e me envolveu de uma forma leve e muito doce.

Apesar de ser um livro nacional, ele é ambientado em Londres e isso fez com que a história ganhasse um ar mais romântico. A obra aborda o período em que Clarisse, uma jovem brasileira, passa fazendo intercâmbio na casa de sua amiga Giovanna. A amizade das garotas é bem forte desde o inicio de toda a história, e passa por alguns altos e baixos durante o decorrer dos capítulos, mas nada muito fora do normal.

O livro é embalado pelo romance vivenciado entre Clarisse e Rush, vocalista da banda Flight 08; Clarisse sempre fora fã da banda, e teve a oportunidade de conhecer os integrantes porque Giovanna é filha do produtor da banda e namora Scott (membro do grupo). Sendo assim, o livro é repleto de trechos de musicas que embalam a maioria dos momentos vividos entre os personagens, e achei esse diferencial muito legal.
Por conta da insegurança da protagonista, o romance entre ela e Rush é abalado de inúmeras formas, desde o momento da conquista até a real sensação de desejo. Nenhuma das partes queria se entregar totalmente, e entendo o lado de Clarisse, já que Rush sempre tivera fama de conquistador barato.
Clarisse também acaba se metendo em algumas furadas porque ela tem certa dificuldade em falar não, e isso me irritou um pouco. Porém, consegui me divertir bastante com as experiências da personagem.Vocês podem até dizer que é impossível um cantor se apaixonar por uma fã, mas gente: quem nunca sonhou com que isso acontecesse?! Eu me senti no lugar de Clarisse inúmeras vezes durante a leitura, porque ela teve dúvidas reais sobre se entregar ou não ao sentimento. A autora soube como trabalhar esse diferencial em seu livro e está de parabéns.

A história em si é muito singela e simples (apesar de envolver uma banda famosa), e os personagens conseguiram me envolver de uma forma muito bacana. “A vivência de Clarisse” é uma obra repleta de romances, mas algo que me deixou um pouco chateada foi a passagem de tempo muito rápida e o fato de que, para alguns assuntos familiares, Clarisse pareceu um pouco desnaturada. No entanto, o ritmo da obra segue firme e forte até o fim.

Isabella Danesi realmente conseguiu me transportar para Londres. E não foi uma Londres relatada parecida com outros livros; Foi uma Londres vista do olhar de uma adolescente que estava explorando todos os cantos. Me senti cativada por todos os cenários descritos e foi uma sensação única. Nunca tive vontade de viajar para Londres, mas Isabella conseguiu despertar minha curiosidade.

Infelizmente a Flight 08 é apenas fictícia – o que me deixou super triste – porque acabei criando certo gosto pelas letras que fazem parte da obra e quando fui pesquisar mais sobre o grupo, descobri que foi uma (belíssima) invenção de Isabella.