Olá meu povo!




O livro A garota da casa grande é narrado por sua personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha não-da-frente-mas-da-diagonal.
Um romance, sobretudo, entre seres humanos, que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.
“A garota da casa grande” tem como tema central a homossexualidade de Georgia, uma garota que mora na cidade grande mas que sempre passa as férias em uma cidadezinha do interior, na casa de sua avó. Georgia tem uma personalidade forte, mas demorei um pouco para me sentir cativada pela mesma. Para ela, passar as férias com sua família é algo extremamente estúpido, mas as poucos podemos entender seus motivos – no entanto, acho que nada justifica a maneira como trata a avó e coisas assim. Sua única companhia durante as férias é Max, um cachorro encantador que é grande responsável pelas reviravoltas vividas pela personagem principal.
O final da história deixou um pouco a desejar, uma vez que a história estava em seu ponto alto e acabou sem mais nem menos. Acredito que Amanda poderia ter se aprofundado mais na história, porquê, como já disse, a ideia central era muito boa.No mais, é importante dizer que a obra é agradável e pode auxiliar no combate ao preconceito. Claro que vão existir comparações entre o livro e romances héteros, mas “A garota da casa grande” tem sua particularidade e é capaz de mexer com o emocional de quem está lendo. Não foi o primeiro romance gay que tive a oportunidade de ler, e posso dizer que apesar de suas recaídas, a autora soube trabalhar muito bem a maioria dos aspectos da obra.




Alice tem 26 anos e, desde a adolescência, é atormentada por presságios. Desacreditada por psiquiatras, ela é considerada psicótica, até que uma de suas visões a possibilita desvendar um misterioso homicídio. A polícia atribui a autoria do crime ao Beato Judas, um assassino serial de freiras, mas a descrição do suspeito não se parece em nada com o homem que ela viu em sua premonição. Agora, Alice terá de correr contra o tempo para provar que não é louca e para evitar que o assassino faça uma nova vítima. Suspense, misticismo e sensualidade se misturam neste fantástico thriller policial que parece ter a capacidade sobrenatural de manter seus leitores alucinados da primeira à última página.
No entanto, sempre que conta sobre seu “dom” para alguém, Alice vira motivo de chacota e quase ninguém acredita em suas palavras. Sendo assim, a garota decide que desvendará o mistério sozinha, nem que para isso tenha que passar por terríveis apuros.
Por apresentar uma personalidade um pouco infantil, tive raiva de Alice muitas vezes durante a leitura. A impressão que tive era a que ela queria aparentar ser algo que não era; Os demais personagens conseguiram me agradar, uma vez que a presença dos mesmos não foi exagerada – nesse quesito o autor soube balancear as coisas; Além disso, de alguma forma todos os personagens tinham alguma coisa para esconder, então o mistério de quem assassinou as freiras foi bem instigante, o que prendeu bastante minha atenção nos momentos das investigações.
Um fato que me deixou bem irritada (ainda sobre Alice) foi o de ela querer passar por cima de tudo e por todos apenas porque ela acreditava em suas visões; nem as autoridades a garota respeitava. E assim a narrativa segue, tendo Alice como um foco principal de toda trama: tentando fazer com que tudo gire em torno da sua suposta verdade.
Apesar de ser uma ótima história de investigação/policial, o enredo em si não me cativou o suficiente, porque eu realmente esperava um pouco mais da obra como um todo. Não existe uma grande tensão sobre os mistérios, e a história tem um foco maior no dom de Alice. Apesar disso, o final foi arrebatador, pois o autor fez uma grande reviravolta e fechou a obra com chave de ouro. No mais, vale ressaltar que a escrita do autor é excelente e que a leitura é muito válida.
Lúcia tem 10 anos e desde suas mais remotas lembranças vive no orfanato da cidade de Provação. Também desde sempre, nunca conseguiu falar. Ela luta para suportar os maus tratos de uma madre perversa, o desprezo das outras crianças e a subserviência de um jovem e amável Padre. Renato é um professor universitário, afastado do trabalho. Após uma terrível tragédia que levou sua família, perdeu também a vontade de viver e se entregou ao alcoolismo e à auto-piedade, se afastando de tudo e de todos. Mas o acaso vai se encarregar de abrir novas portas para essas duas vidas infelizes e, quando o destino de Lúcia e Renato se cruzarem, uma nova chance de viver se estenderá aos dois. Será que a força dessa nova família vai ser suficiente para subjugar todos os obstáculos que se colocarão entre ela e a felicidade?
Exemplar que recebi de presente do autor ♥
Recebi o livro no começo da semana e já consegui ler os primeiros capítulos; Mas como o tempo está curto, talvez eu demore um pouco mais para ler =|
A diagramação está incrível, e Samuel conseguiu me emocionar muito, pois em seu agradecimento citou a Francine (My Queen Side), a Carol (Os Romances de dona Caroline) e a blogueira que vos escreve. Ai gente, esse rapaz é um querido ♥
Para comprar:
E quem quiser conhecer Demônios não choram, a oportunidade é agora! Em comemoração ao lançamento do seu segundo livro, Samuel disponibilizou o e-Book de DNC por R$00,00 até o dia 25/05!

