Titulo: 100 Escovadas antes de ir para a cama.
Titulo Original: 100 Colpi di spazzola prima di andare a dormire.
Autor(a): Melissa Panarello
Tradutor(a): Eliana Aguia
Páginas: 157
Ano: 2003
Editora: Objetiva
Sinopse: No inverno europeu de 2002, longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana Melissa Panarello começou a escrever um diário em que relatava, sem pudores e meias palavras, as precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos. A história de Melissa começa quando ela perde a virgindade aos 15 anos de idade. Em sua busca desenfreada, Melissa acaba caindo em um túnel escuro de humilhação e dor, onde se arrisca a perder para sempre aquilo que tem de mais precioso: ela mesma. Antes de dormir, Melissa escova cem vezes os longos cabelos, num ritual de purificação quase infantil que constitui, para o leitor, o único lembrete de que se trata, afinal, de uma menina. (
Skoob)
Resolvi começar a Midiateca (pra quem não conhece, informações aqui ) com um dos livros que eu tive mais prazer em ler: 100 escovadas antes de ir para a cama. É um livro de rápida leitura (li em três horas mais ou menos), que, diferente do que eu imaginei na primeira vez que li o nome, não fala sobre maneiras de escovar seus cabelos para quando você acordar, parecer uma diva. O livro instiga a curiosidade do leitor sobre o que acontecerá na primeira vez de Melissa. Não que eu seja uma leitora pervertida, mas indico à todos o livro, mesmo me decepcionando em algumas partes.
A história se passa na Itália, onde a protagonista Melissa escreve em seu diário sobre suas vontades mais obscenas e secretas, além de suas paixões, durante a época do seu amadurecimento – entre 15 e 16 anos.
A “pobre” menina perde sua virgindade com um canalha, que faz com que ela se apaixone e fica fazendo chantagens sobre os sentimentos dela por todo livro (existe coisa mais ‘clichê’ do que essa? Céus, o mundo está cheio de “Melissas” por ai), além de ambos se transformarem em ‘escravos sexuais’ um do outro. Melissa participa de orgias que são detalhadas em seu diário, e deixa de viver sua vida em função do sexo (sim, a menina virou uma ninfomaníaca). Procura prazer em redes sociais, encontro às escuras, com o carinha que mora logo ali, com o senhor que estava na lanchonete… Enfim, em todos os lugares. E ela se sente a pessoa mais realizada do mundo. Numa tentativa de se purificar, todas as noites Melissa escova cem vezes os cabelos antes de dormir (mania essa que adquiriu com a vó), na esperança de encontrar seu príncipe encantado na próxima aventura (e acreditem: ela encontra).
Eu acabei assistindo ao filme, cujo o nome é o mesmo, e preferi mil vezes o livro (é, sou dessas), pois me decepcionei com a Melissa ‘real’ e os demais personagens. O livro me lembrou muito da minha doce Dolores Haze (vulgo Lolita), em uma vida paralela-muito-perto.
Ps: Eu sei que a resenha ficou o maior lixo do Universo, mas eu sou a favor de escrever sobre o que vier na cabeça, com as mesmas palavras e expressões.