Sinto saudades de quando a gente se amava. Eu aqui e você lá. E tudo era tão mais simples, tão mais fácil, tão mais nosso. Todas as noites você me acordava de madrugada, mandando sms dizendo que estava com saudade, que me amava também. Durante as aulas que matávamos juntos, a unica coisa que importava era sentir que eu te completava, assim como você fazia com que borboletas voassem no meu estômago. E de repente, o meu mundo que antes era apenas meu, tornou-se repleto de um você e eu, que era nosso, da gente, e ninguém era bom o suficiente pra ‘furar’ toda aquela bolha que nos rodeava. O mesmo mundo que, sem mais nem menos, desmoronou e as histórias de amor já não faziam sentido algum para mim. Tive que ver você partir, e por mais que eu chorasse, você não ficaria. Por mais que eu implorasse e fizesse planos, você iria. E um prometeu esperar o outro, o tempo que fosse, e qualquer que fosse a distância. Só que agora já nem sei nem o que sou capaz de sentir. Ainda te amo. Ainda te quero. Você ainda é o meu único bem querer, o meu bem estar. Mas as coisas não vão tão bem, e eu, que sempre jurei ser tão sua, já não consigo terminar uma porcaria de texto falando sobre você, sem esperar o final feliz, que no nosso caso, já nem vem. Você é capaz de sentir a confusão que ainda faz dentro de mim?!
E volta, me transforma, me deixa cega. Rouba minhas palavras, torna-se minha inspiração. Presenteia-me com seus sorrisos, seus abraços, com promessas. Dorme comigo, me explora, me transborda, me derrete, me deixa sem fôlego. Canta pra mim, sussurra baixinho que as coisas vão melhorar. E me confunde, me atrai e se vai. Vai trombando as lembranças, pisoteando os sentimentos, levando a minha paz. E te lembro, te sinto, te quero por perto.
E aparece, e me confunde. E me mima, me faz sorrir, me anima. E se vai. E volta, sem anunciar. E permanece, escuta, me abraça. E eu cedo. E me convence. E me tem de novo. E de novo. E quantas vezes quiser. E some. E me embaralha, constantemente. E sai depressa, sem se despedir. E eu continuo esperando e esperando. E só grito baixinho com medo de alguém escutar…Volta logo.



