[Resenha] – Peter Pan

Em 21.07.2016   Arquivado em Livros, Resenhas

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Que criança nunca desejou não crescer e continuar vivendo intensamente e radiante para sempre? Às vezes eu me lembro de quando era beem mais nova e aproveitava tanto o meu tempo, dava risada por coisas simples, reparava nos detalhes do dia-a-dia e qualquer coisinha me deixava feliz. E sim, eu desejava ser criança para sempre… E até já quis viver na Terra do Nunca.

O primeiro contato que tive com Peter, Capitão Gancho, com os meninos perdidos e com Wendy foi através da história Disney. Obviamente que nem tudo são flores, e a história original não é tão romantizada e feliz como o clássico dos desenhos que todos devem conhecer. Mas nem por isso o livro Peter Pan deixou a desejar, e acabou se tornando uma leitura bem prazerosa.

Nesse livro conhecemos a história de Wendy e seus irmãos (Miguel e João), que quando menos esperam partem para a Terra do Nunca ao lado de Peter e Sininho. A ideia de Peter era transformar Wendy na mãe dos meninos perdidos, uma vez que eles moravam sozinhos na Terra do Nunca. Porém, o ciúme de Sininho e o histórico de desavenças entre Peter e Gancho fizeram com que Wendy e seus irmãos vivessem as mais emocionantes aventuras.

Minha opinião sobre o personagem Peter Pan ficou muito dividida. Em alguns momentos ele me deu muito orgulho, dando um tapa na sociedade sobre como mulheres tem sim seu valor… Mas logo em seguida ele agia com atitudes machistas e menosprezando o valor de Wendy. Eu sei que esse livro foi escrito há muito tempo e que (infelizmente) a realidade era outra. Mas esse tipo de atitude me deixou um pouco decepcionada. Wendy também ficou muito dependente de Peter, e acabava acatando a tudo o que ele falava.

A minha edição é uma edição comentada, ou seja, o tradutor dá algumas explicações a respeito de referências encontradas na história e até mesmo sobre como foi a criação do personagem Peter Pan. Eu adorei saber que, primeiramente, a história era uma peça de teatro e depois se transformou em um livro. Além dos comentários, o livro também contém várias ilustrações maravilhosas que fazem referências aos capítulos narrados.

Apesar de ser um livro relativamente curto (um pouco mais de 200 páginas), eu demorei um pouco para finalizar a leitura da obra. Acredito que isso aconteceu porque a linguagem utilizada não é a que estou mais acostumada. No mais a leitura de Peter Pan foi como sair da minha zona de conforto e acabei me surpreendendo com a obra como um todo. Eu até cogitei que poderia ter feito a leitura dessa obra quando era mais nova, mas fiquei com uma sensação de que eu não conseguiria absorver tanto da história. O livro está recomendado, porém acredito que a leitura deve ser feita sem muitas expectativas, porque Peter Pan é um livro oito ou oitenta.


 Editora: Zahar

ISBN: 9788537808900

Autor(es): J M Barrie

Páginas: 224 páginas

Ano: 2012

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Um pouco sobre ‘Eu sou o peregrino’

Em 07.07.2016   Arquivado em Livros

CAPA_EuSouPeregrino_GUma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes, Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável.

Quem me acompanha nas redes sociais deve ter percebido que eu comecei a ler Eu sou o peregrino em meados de abril/maio e acabei abandonando o barco. Eu não sei, de fato, o que aconteceu para eu me desinteressar pelo livro, até porque, durante todo a primeira parte eu estava vidrada na história. Mas de uma hora pra outra eu senti que a narrativa estava se arrastando e comecei a perder o interesse pela história e personagens.

Geralmente eu insisto bastante até me dar por vencida e abandonar algum livro. Eu tenho esperanças de que um dia irei começar novamente (e ai, meus queridos, ninguém vai me segurar porque eu vou devorar a obra). Estou dizendo isso porque Eu sou o peregrino é um livro com praticamente tudo o que eu gosto (investigação, fatos históricos, tiro, porrada, bomba, mistério…). Eu não sei se eu não estava no momento certo para lê-lo ou se criei muitas expectativas a respeito da obra e acabei me decepcionando um pouco com o que encontrei (prefiro pensar que não estava no clima, porque eu só li comentários positivos a respeito dessa obra). Outro fator que acabou me desanimando foi o fato de o livro ser extremamente pesado e eu não conseguia carregá-lo pra cima e pra baixo (já falei em outros posts que eu leio em intervalos pequenos e carregar o livro me ajuda muito).

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Enfim, é bem complicado de assumir que estou abandonando um livro, mas acho que ficar insistindo em uma leitura que, no momento, não está me agradando é perda de tempo. Mas como eu disse, um dia eu pretendo dar mais uma chance ao livro. Se alguém quiser me contar mais detalhes sobre a história (pra ver se eu me animo um pouco e antecipo o retorno) é só deixar um comentário ou mandar um e-mail. Eu parei no comecinho da terceira parte.

Beijos e até mais!

[Resenha] – Alucinadamente Feliz

Em 04.07.2016   Arquivado em Livros, Resenhas

Alucinadamente Feliz

Preciso dizer que estou apaixonada pela Jenny Lawson. Sério, graças a ela (e ao seu maravilhoso livro) eu me tornei uma pessoa melhor. Quando solicitei Alucinadamente Feliz para a Editora Intrínseca, eu não fazia ideia de quão grande seria minha mudança por conta desse livro.

Eu não conhecia muito a respeito das causas e consequências de doenças como a depressão e distúrbios emocionais, mas a autora soube lidar com esses assuntos (que ainda são um tabu hoje em dia) de uma maneira divertida, leve e com experiências reais. Então acredito que não sou a pessoa mais indicada para dizer se faltou alguma informação, mas eu não senti falta de nenhum detalhe a respeito desses temas: Jenny fez uma introdução maravilhosa e explicou porque, de um dia para o outro, teve a ideia de ser alucinadamente feliz (porque, cá entre nós, isso é o que importa )

Jenny Lawson é o tipo de pessoa que é feliz do seu jeito, sem ter medo do julgamento das pessoas. Através dos relatos da autora, é possível perceber que ela é uma pessoa engraçada, feliz, divertida, mas quando chega uma crise, uma recaída, tudo se torna extremamente complicado (até o simples fato de levantar da cama). E o que ela faz? Ela faz o (im)possível para enfrentar seus medos e ter um motivo para gargalhar. O que podemos pensar de uma pessoa que, na madruga boladona resolve fazer um rodeio noturno de gatos? E que, durante uma viagem decide se vestir de canguru e tirar uma selfie? hahaha! Sem falar dos ninjas que fizeram uma visitinha para ela no Japão… Essa mulher não existe, ela nasceu pra derrubar forninhos!

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O que mais gostei nesse livro foi que em cada capítulo eu podia conhecer um pouco mais sobre a Jenny, seu marido, amigos e família. E também tive a oportunidade de reviver algumas aventuras com esse ser humaninho maravilhoso que é a Jenny. Se eu não soubesse boa parte do que ela enfrentou, eu jamais diria que ela sofria de algum tipo de distúrbio. Dentre todos os tópicos abordados nesse livro, o que mais mexeu comigo e me fez repensar alguns atos foi a Teoria da Colher. Fuçando no blog da Editora Intrínseca eu me deparei com um post que reflete o que eu pensei em relação à teoria. (Post: A rainha da teoria da colher)

Logo depois que finalizei a leitura dessa obra, eu senti meu coração quentinho e fiquei doida por mais aventuras da Jenny. Em alguns capítulos ela menciona que já publicou um livro antes de Alucinadamente Feliz… Então deixo aqui meu apelo: Editora Intrínseca, publica Let’s Pretend this never happened (eu nunca te pedi nadinha, hahaha).

Por favor, leiam Alucinadamente Feliz. Ele foi uma grande mudança em minha vida, eu me identifiquei com vários sentimentos da autora (que eu sempre tinha guardado só pra mim) e estou disposta a me tornar uma pessoa melhor – e mais feliz. O gato Presidente apoia essa ideia!

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 Editora: Intrínseca

ISBN: 9788580579314

Autor(es): Jenny Lawson

Páginas: 352 páginas

Ano: 2016

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* Livro cedido para resenha pela editora.

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