Livros

Dois livros que eu não consigo terminar de ler

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?!

Quem nunca ficou enrolando para finalizar a leitura de um livro que atire o primeiro marcador (sim, de novo eu fiz essa piada infame, hahaha). Eu não gosto quando isso acontece, porque eu fico com aquela sensação de que não estou cumprindo meu dever como leitora. Vocês podem me perguntar porque eu simplesmente não abandono essas leituras, mas a verdade é que são livros que eu realmente quero ler, onde as histórias me interessam bastante, e que as leituras são bem proveitosas. Atualmente isso está acontecendo com duas leituras: Star WarsAs Crônicas de Nárnia.

Star Wars e As crônicas de Nárnia

Nárnia eu estou tentando ler desde 2013. Eu não me orgulho disso, mas depois que eu empaquei na crônica “O cavalo e seu menino”, eu não consegui mais pegar o meu exemplar com aqueeela vontade. Obviamente que eu li muitos comentários a respeito da obra como um todo, e como eu gostei da primeira adaptação no cinema (O leão, a feiticeira e o guarda-roupa), eu estava bem animada com a leitura. Acho que ainda estou, de alguma forma, interessada no livro como um todo. Nárnia é uma obra que eu tenho vontade de concluir desde quando eu era mais nova. Atualmente estou na página 288, e já li cerca de 40% da obra.

Com Star Wars as coisas são um pouco diferentes. Eu ganhei meu exemplar no amigo secreto do trabalho no ano passado, e logo no início desse ano eu o coloquei na minha meta literária. Foi um dos primeiros livros que eu comecei a ler em 2016, mas nem preciso falar que eu acabei deixando ele um pouco de lado. Ainda estou bem no comecinho do livro (página 58), e não consegui concluir nenhum episódio. Meu argumento para não carregar Star Wars dentro da bolsa e lê-lo sempre que possível (como faço com os demais livros), é porque esse exemplar é extremamente pesado; a capa é dura, a edição da DarkSide é maravilhosa, mas eu não consigo tê-lo sempre por perto. E ai eu vou passando outros livros na frente, e eu sinto que ele fica tristinho porque está esquecido na estante 😰

E como eu sou uma pessoa com muito tempo de sobra (#sqn), enquanto eu escrevia esse post eu resolvi fazer uma promessa e um tipo de desafio: irei concluir a leitura dessas duas obras até o meu aniversário (22 de março) do ano que vem. Vocês podem até pensar que estou estipulando bastante tempo, mas como tenho outras tarefas e leituras para me dedicar, é um prazo ok. Claro que se eu terminar antes, vou ficar bem feliz 😆

Assim que tiver novidades a respeito das leituras, eu passo por aqui para contar! E vocês, estão tentando concluir algum livro sem sucesso?!

Beijinhos e até mais 😘

Livros, Resenhas

[Resenha] – O Adulto

O adulto

“O Adulto” é um conto escrito pela maravilhosa Gillian Flynn e um dos lançamentos da Editora Intrínseca. Flynn escreveu esse conto por influência de Geoge R. R. Martin, e nos presenteou com uma magnífica obra.

Nesse conto conhecemos Nerd, uma vidente que já passou por muita coisa na vida, e por isso, sempre tenta tirar vantagem de alguma situação. Em uma de suas consultas ela conhece Susan Burke, uma mulher extremamente desesperada que jura por tudo o que é mais sagrado que seu enteado está passando por sérios problemas. Apesar de se considerar uma vidente, Nerd não acredita muito em energias malignas e espíritos, e por isso propõe para Susan uma limpeza na casa onde acontecem os eventos sobrenaturais… Mas é claro que Gillian sambou na cara de todo mundo e transformou essa história em algo extraordinário.

Não posso contar mais detalhes pois por se tratar de um conto (cerca de 60 páginas), posso acabar soltando algum spoiler sem querer (e eu sei que tem gente que não gosta). Mas preciso ressaltar que Gillian mais uma vez ganhou meu coração e que o desenrolar da história é assustador e perigoso. Eu gostaria que esse conto virasse um livro, porque tenho certeza de que Gillian saberia trabalhar com mais artefatos e personagens, de uma maneira tão natural como abrir os olhos.

Gostei bastante da personagem NerdApesar de não concordar com boa parte de suas escolhas, é possível perceber que ela é uma mulher que já sofreu muito e que por isso vive atrás de uma máscara. Em contra partida, Susan foi uma grande surpresa ao decorrer da obra. Miles (o enteado de Susan) é outro personagem que ganha certo destaque, e que acaba se tornando uma peça chave para o desenrolar da trama. Além disso, posso afirmar que toda a família Burke tem um ar esquisito, mas que tudo é explicado durante a trama.

Fiquei de boca aberta quando fui chegando no final da história, mas precisei reler alguns trechos porque eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. Sério, vocês precisam ler esse livro. Quero saber a opinião de todo mundo a respeito dessa obra! Gillian Flynn ganhou mais pontos no meu coração e ela é, sem dúvidas, a minha autora preferida.


 Editora: Intrínseca

ISBN: 9788580579451

Autor(es): Gillian Flynn

Páginas: 64 páginas

Ano: 2016

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Livros

Livro brasileiro sobre a guerra na Síria investe em financiamento coletivo

Olá, pessoal! Tudo certo com vocês? Eu estou um pouco doente (problemas no estômago/gastrite crônica atacada), mas aos poucos estou melhorando. No post de hoje venho dividir com vocês uma ação para a publicação do livro Pangeia – Fragmentos da guerra da Síria no Brasil. A proposta do livro é muito interessante, e a ajuda de todos é bem vinda!
livro

Pangeia – Fragmentos da guerra da Síria no Brasil é um projeto das jornalistas Gabrielle Albiero e Luiza Aguiar. Desenvolvido entre 2015 e 2016, o livro-reportagem retrata a guerra na Síria a partir de relatos de refugiados sírios em Campinas. As autoras criaram um financiamento coletivo, na plataforma brasileira Catarse, para fazer a publicação independente da obra. O lançamento está previsto para dezembro, caso a meta de arrecadação seja alcançada.

A guerra da Síria provocou a maior crise humanitária em 70 anos. O número de refugiados já ultrapassou 5 milhões. Segundo o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados), o Brasil abriga 2298 refugiados sírios, desde abril de 2016. O livro Pangeia é construído a partir da percepção de que os eventos originados pela guerra não se restringem apenas ao seu país de origem, mas ao mundo todo. Assim, o refúgio é colocado como um dos fragmentos da guerra na Síria que está presente no Brasil.

A partir das perspectivas individuais dos refugiados, a obra traça os contextos históricos e individuais da guerra (ressaltando também a forte influência ocidental sobre os conflitos), os processos legais e psicológicos da imigração e refúgio, o choque entre culturas, as políticas brasileiras de refúgio, o processo de adaptação dos refugiados no Brasil e suas dificuldades, entre outros. Assim, pesquisas histórias e análises geopolíticas se intercalam à narrativa das vidas dos indivíduos, procurando entender como a coletividade interfere nas percepções individuais.

A família Zinou, que reside em Campinas há dois anos, foi a principal fonte do livro. No início de 2015, a família abriu o restaurante Castelo de Aleppo, localizado na rua Conceição, no Cambuí. Além disso, a obra conta com depoimentos de indivíduos envolvidos com a comunidade árabe de Campinas.

O livro é inteiro ilustrado; as aberturas de cada capítulo contam com uma ilustração feita por diferentes artistas, em busca de trazer uma percepção visual e artística do que é narrado. São doze ilustradores que contribuíram com sua percepção estética do assunto; Faria De Conti, Steffano Lucchini, Bruna Dias, Bernard Kalt, Fernanda Kissy, Sofia Mociaro, Gabriel Ceriani, Selma Albiero, Tila Barrionuevo, Alice Gauto, Amanda Andrade e Fabiano Benetton.

As autoras atualizam os leitores e apoiadores do Pangeia sobre novidades da campanha e do livro (novas entrevistas e informações, eventos e acontecimentos) através da página do facebook. Para mais detalhes e informações sobre o projeto, acesse os endereços abaixo.

Mais informações

Página do Catarse | Página no Facebook

 

Livros, Resenhas

[Resenha] – Peter Pan

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Que criança nunca desejou não crescer e continuar vivendo intensamente e radiante para sempre? Às vezes eu me lembro de quando era beem mais nova e aproveitava tanto o meu tempo, dava risada por coisas simples, reparava nos detalhes do dia-a-dia e qualquer coisinha me deixava feliz. E sim, eu desejava ser criança para sempre… E até já quis viver na Terra do Nunca.

O primeiro contato que tive com Peter, Capitão Gancho, com os meninos perdidos e com Wendy foi através da história Disney. Obviamente que nem tudo são flores, e a história original não é tão romantizada e feliz como o clássico dos desenhos que todos devem conhecer. Mas nem por isso o livro Peter Pan deixou a desejar, e acabou se tornando uma leitura bem prazerosa.

Nesse livro conhecemos a história de Wendy e seus irmãos (Miguel e João), que quando menos esperam partem para a Terra do Nunca ao lado de Peter e Sininho. A ideia de Peter era transformar Wendy na mãe dos meninos perdidos, uma vez que eles moravam sozinhos na Terra do Nunca. Porém, o ciúme de Sininho e o histórico de desavenças entre Peter e Gancho fizeram com que Wendy e seus irmãos vivessem as mais emocionantes aventuras.

Minha opinião sobre o personagem Peter Pan ficou muito dividida. Em alguns momentos ele me deu muito orgulho, dando um tapa na sociedade sobre como mulheres tem sim seu valor… Mas logo em seguida ele agia com atitudes machistas e menosprezando o valor de Wendy. Eu sei que esse livro foi escrito há muito tempo e que (infelizmente) a realidade era outra. Mas esse tipo de atitude me deixou um pouco decepcionada. Wendy também ficou muito dependente de Peter, e acabava acatando a tudo o que ele falava.

A minha edição é uma edição comentada, ou seja, o tradutor dá algumas explicações a respeito de referências encontradas na história e até mesmo sobre como foi a criação do personagem Peter Pan. Eu adorei saber que, primeiramente, a história era uma peça de teatro e depois se transformou em um livro. Além dos comentários, o livro também contém várias ilustrações maravilhosas que fazem referências aos capítulos narrados.

Apesar de ser um livro relativamente curto (um pouco mais de 200 páginas), eu demorei um pouco para finalizar a leitura da obra. Acredito que isso aconteceu porque a linguagem utilizada não é a que estou mais acostumada. No mais a leitura de Peter Pan foi como sair da minha zona de conforto e acabei me surpreendendo com a obra como um todo. Eu até cogitei que poderia ter feito a leitura dessa obra quando era mais nova, mas fiquei com uma sensação de que eu não conseguiria absorver tanto da história. O livro está recomendado, porém acredito que a leitura deve ser feita sem muitas expectativas, porque Peter Pan é um livro oito ou oitenta.


 Editora: Zahar

ISBN: 9788537808900

Autor(es): J M Barrie

Páginas: 224 páginas

Ano: 2012

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