Correio dos Sonhos, Fica a dica, Fotos

Mimos da lojinha Leiturateca

Sonhadores, tudo bem?!

Não sei se vocês lembram, mas nesse post falei um pouco sobre a loja parceira Leiturateca e apresentei alguns de seus produtos. Agora é a hora de mostrar alguns mimos que recebi em casa dessa lojinha maravilhosa e dividir com vocês minhas experiências sobre eles 😉

No finzinho de Março/começo de Abril recebi um pacote com os seguintes produtos: um marcador de patinha de gato, um marcador de imã, e três marcadores com desenhos de gatinhos em suas aventuras… E vale lembrar que os preços dos produtos que vou citar abaixo (e de tantos outros) são beeem camaradas 😉

O marcador de patinha de gato é uma gracinha, o único problema é que ele é um pouco sensível, o que me deixou com certo medo em utilizar com frequência em minhas leituras. Mas, tirando isso, ele é super útil e diferente. São vários modelos disponíveis no site, e posso dizer que é impossível não querer comprar todos…

Keep calm and vire a página foi um dos marcadores que mais gostei, principalmente por ser naquele estilo de imã (prende dos dois ‘lados’ da página). Quem também gostou foi o Pablo e se eu não ficar esperta ele vai acabar levando pra casa dele, haha!

 

Por último, os três marcadores de menininhas e gatinhos ♥ Esses marcadores são vendidos em conjuntos de três, e são vários modelos disponíveis. Dos que recebi, foram os produtos que mais gostei! O tamanho é ótimo e o material é bem grossinho, então acredito que vai ser bem difícil de perder e/ou amassar.

 

 

Gostaria de agradecer o pessoal da Leiturateca pelo carinho. Eu realmente amei os mimos ♥ Não deixem de conferir os produtos da lojinha! E lembrem-se: leitores do Procurei em Sonhos tem desconto em suas compras *o* É só utilizar o código PSDESC5

PS: Gostaria de fazer um agradecimento especial à minha mãe por ter me ajudado com as fotos *o* E como forma de agradecimento, vou postar uma foto que ela tirou dos meus ursinhos enquanto me ajudava ♥

Beijinhos e até a próxima =)
Livros, Resenhas, Sorteios

[Resenha Premiada] – O Vale dos Mortos

O Vale dos Mortos
Rodrigo de Oliveira
Faro Editorial, 2014
300 páginas

Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado.

Antes de qualquer coisa quero ressaltar que morro de medo de histórias que envolvem qualquer tipo de seres desse tipo, mas que tentei ignorar ao máximo meu medo durante a leitura, e pretendo fazer o mesmo durante a resenha.

“O Vale dos Mortos” é, sem dúvida alguma, um maravilhoso livro de zumbis. Nunca tinha lido qualquer obra que trabalhasse essa temática e devo dizer que fiquei impressionada e muito “feliz” com o que encontrei ao decorrer das páginas. O autor criou um cenário fantástico e muito real, além de ter feito muitas pesquisas sobre o que pode acontecer com o futuro do nosso Planeta.Durante a leitura nós nos transportamos para o mundo de 2017, onde a vida na Terra ainda está pacata, mas um misterioso Planeta é descoberto, aterrorizando muitos dos cidadãos que vivem nessa época, uma vez que tudo indica que ele se chocará com a Terra e destruirá qualquer tipo de vida presente em nossa atmosfera: O verdadeiro apocalipse. Porém, como um milagre, cientistas descobrem que Absinto não representa qualquer perigo à humanidade e todos continuam vivendo normalmente, como se nenhuma ameaça tivesse acontecido. Mas o que ninguém esperava era que Absinto seria o causador da maior catástrofe presenciada pela humanidade, transformando a maioria da população mundial em zumbis. Felizmente algumas pessoas sobreviveram, e o livro é focado em como algumas dessas pessoas conseguiram lidar com a existência dos novos ‘habitantes’ da Terra.

Rodrigo nos dá a oportunidade de presenciar o fenômeno acontecendo em diversos lugares do Mundo, e achei isso fantástico. Mas, o foco central de toda a história, é em São Paulo. Sendo assim, podemos sentir a angústia e o desespero de pais que querem salvar seus filhos; a dor em ver um ente querido tornar-se zumbi; a tristeza de quem, em um ato desesperador, se mata para não ser transformado, e a esperança de que tudo um dia irá se resolver… No geral, o livro tem cenas muito fortes, que acabam mexendo com o psicológico de quem está lendo.

A criação dos personagens (que não foram infectados por zumbis) também foi bem real. São pessoas comuns, que mesmo enquanto estão enclausuradas na esperança de que tudo vai dar certo, possuem seus desejos, suas ambições, e demonstram seus sentimentos. A sede por vingança e o desejo de viver é muito explicito, muito real e significativo para a história. Em vários momentos me perguntei ‘o que eu faria se estivesse no lugar deles?’ e até agora não sei a resposta. Todos os personagens – até os mais chatinhos – foram bem estruturados e fizeram escolhas humanas, erraram, acertaram e seguiram em frente, apesar do cenário em que viviam.

Tudo o que acontece no livro tem um sentido. Como já disse, o autor fez uma excelente pesquisa, mesclando teorias cientificas e religiosas, além de claro ter pesquisado sobre possíveis futuros presidentes e coisas do gênero. O livro em si é muito inteligente e merece destaque na literatura. A obra também trata de assuntos como companheirismo, mostrando que é quando temos grandes problemas que descobrimos a força que temos para superá-los e seguir em frente.

O único ponto que me decepcionou durante a história foi o final. Rodrigo conseguiu manter a tensão durante todo o livro, mas pecou nas últimas páginas, e infelizmente não fechou o livro com chave de ouro. Uma pena, porque realmente a obra é magnífica. Talvez eu estivesse esperando mais do final – levando em consideração minha animação durante toda a leitura – e, por isso, não gostei tanto do desfecho da obra.

***

 

Como sou uma pessoa muito boazinha *cof cof* resolvi fazer a primeira Resenha Premiada aqui no blog, valendo um exemplar de O Vale dos Mortos. Essa ‘ação’ faz parte do mês de aniversário do PeS e se vocês gostarem da ideia – e participarem – irei realizar mais vezes!

 

 A única entrada obrigatória é o comentário na resenha;
 Só serão válidos comentários coerentes sobre a resenha. Comentários do tipo ‘gostei, quero ler’, ‘a sinopse me agradou, gostei da capa’ e etc serão desconsiderados;
 O envio do livro é de responsabilidade do blog “Procurei em Sonhos” e o mesmo não se responsabiliza por danos causados pelo Correio, extravio do pacote ou endereço inválido;
 A Resenha Premiada vai de 06/05/2014 à 31/05/2014;
 Será apenas um ganhador;
 O vencedor levará pra casa um exemplar de “O Vale dos Mortos”;
O sorteado terá 72 horas para responder o e-mail com seus dados; Caso isso não aconteça, um novo sorteio será realizado.

a Rafflecopter giveaway

PS: O Rafflecopter mudou o layout na hora da criação de formulários, se alguém encontrar algum problema é só me avisar ^^

Boa sorte :*
Livros, Resenhas

[Resenha] – A garota das cicatrizes de fogo

A garota das cicatrizes de fogo
Ricardo Ragazzo
Novo Século, 2013
256 páginas

Quatro anos após o desaparecimento da filha e a misteriosa morte da esposa, Johnny Falco recebe uma pista que pode ajudá-lo a desvendar o caso. Um homem aparece morto com as mesmas características inexplicáveis de sua mulher: O CORPO NÃO PASSA DE UM ESQUELETO COM PELE. Seis anos após ter 80% do seu corpo queimado em um atentado, Lisa Gomez acorda em um hospital com uma incontestável diferença: TODAS AS CICATRIZES DE SEU CORPO DESAPARECERAM! E quando o destino dos dois se cruzarem na pequena cidade de Valparaíso, ambos descobrirão que as tragédias que cercam suas vidas estão muito mais interligadas do que poderiam imaginar.

Tive a oportunidade de ler “A Garota das cicatrizes de fogo” através de um book tour organizado pelo blog Leitores Compulsivos. Gostaria de agradecer pela oportunidade, pois gostei muito da leitura e da obra como um todo. Através desse livro tive a oportunidade de conhecer a narrativa de Ricardo Ragazzo e gostei bastante do que encontrei durante a história.

“A garota das cicatrizes de fogo” conta a história de Johny Falco e da jovem Lisa; duas pessoas que nunca se viram na vida, porém possuem certa ligação. Johny encontrou sua esposa morta e sua filha havia desaparecido. Desemparado e sozinho, tem como única razão de viver a vontade de encontrar a filha perdida e vingar a morte da esposa – e para isso ele começa a enfrentar seres sobrenaturais.
Mais ou menos na mesma época em que Johny tem sua vida virada de cabeça para baixo, Lisa ainda é uma criança de 11 anos e após um “atentado” nunca explicado tem mais de 80% do corpo queimado. Moradora da cidade Valparaíso, Lisa decide nunca mais sair de casa pois tem muita vergonha do corpo.Alguns anos após os acontecimentos citados acima, acontece algo glorificante na vida de Lisa: suas cicatrizes somem e ela torna-se uma “garota normal” novamente. Ninguém sabe explicar o motivo disso ter acontecido, mas a garota não se preocupa e decide recuperar o tempo perdido.
Logo após as cicatrizes de Lisa sumirem, acontecimentos estranhos e sobrenaturais começam a surgir em Valparaíso, e Johny – tendo como motivação o reencontro com a filha – decide que precisa visitar a cidade.

O encontro dos personagens é meio que por acaso e a partir desse momento o livro é tomado por uma tensão indescritível. Isso se dá pelo fato de o autor ter inserido um personagem chave para toda a história: Alex. Apresentando características sobrenaturais e perda de memória, Alex cria um apego muito forte com Lisa e os dois vivem um singelo romance em meio ao caos que precisam enfrentar. Até que ponto o amor pode superar as diferenças e as barreiras do tempo?!

“A garota das cicatrizes de fogo” possui uma diversidade muito grande de personagens (que possuem características bem especificas e particulares) e fica bem clara a luta entre o “bem” e o “mal”. O livro conta com muitas cenas de ação, lutas e “rituais”, onde acabamos conhecendo elementos importantes para o entendimento geral da obra.

Aos poucos as peças do quebra-cabeça vão se encaixando e o autor consegue dar um sentido inesperável para a história. De alguma forma, todos os personagens possuem certa ligação e o clima de suspense é presente na maioria dos capítulos. Não existe uma repetição de ideias, nem do excesso de explicações, e isso fez com a leitura fluísse rapidamente. Ricardo revela cada detalhe no momento certo, e sempre é uma surpresa para quem está lendo, porque nada é previsível.

A escrita do autor é bem estruturada e ele não deixou nenhuma linha solta durante a história. Ele abordou um tema mais ‘sobrenatural’, porém acredito que pecou um pouco nos últimos capítulos, onde citou acontecimentos que me deixaram com a sensação de que a história não fazia muito sentido. Acredito que fiquei com essa sensação pois, levando em consideração os elementos utilizados ao decorrer da obra, eu imaginava o final de uma maneira diferente; felizmente esse ponto não prejudica a leitura do livro, uma vez que a leitura é muito proveitosa.

Livros, Resenhas

[Resenha] – Eleanor & Park

Eleanor & Park
Rainbow Rowell
Novo Século, 2014
328 páginas

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Imaginem uma história singela em sua (im)perfeição. “Eleanor & Park” é, sem dúvidas, uma incrível narrativa, cheia de altos e baixos, que transmite uma paz, uma sensação surreal e uma vontade de imensa de mudar o rumo das coisas ao decorrer dos capítulos. Pude sentir um aperto no peito diversas vezes durante a leitura que, sem dúvidas, foi de arrepiar.

Park é um mestiço (sua mãe é coreana e muito engraçada) e apesar de viver desde sempre no mesmo bairro, não é muito sociável. A vida de Park é mais do que entediante, levando em consideração que ele vai da escola pra casa, da casa pra escola e faz aulas de luta toda quarta-feira com seu pai. É bem visível que Park possui uma ligação muito forte com sua família, e sempre tenta levar em consideração os conselhos que recebe. Tudo seguia normalmente, até o dia em que Eleanor (uma garota ruiva, esquisita e muito misteriosa) subiu no ônibus escolar e foi obrigada a sentar-se ao seu lado. A partir disso, a vida de ambos muda da água para o vinho e, aos poucos, um encontra no outro um sentido para vida. Ah, o (des)amor.

Diferente de Park, Eleanor não tem uma família feliz e tenta passar o máximo do seu tempo fora de casa. Aparentemente ela é nova no bairro, mas seu padastro vive lá desde sempre. Eleanor divide um pequeno quarto com quatro irmãos e aos poucos vamos conhecendo um pouco sobre sua rotina. A garota carrega consigo um fardo muito pesado de se carregar, mas raramente se abre com alguém, deixando tudo muito subentendido. Eleanor é a mais velha dentre os irmãos, então desde o momento em que aprendera que é melhor engolir alguns sapos dentro de casa para sobreviver, ela tenta passar o ensinamento para eles. Existe um elo muito grande de cumplicidade entre eles, e eu desejei inúmeras vezes tirá-los da história para que pudessem ter uma infância digna.

 A relação de Eleanor e Park vai se desenvolvendo calmamente e é muito inocente. Juntos eles se descobrem como “casal” e são capazes de enfrentar os desafios encontrados no dia-a-dia. Um casal vítima de chacota, uma vez que Eleanor não é o tipo de garota perfeita e sofre muito preconceito por isso. Mas é extremamente emocionante todos os encontros de Eleanor e Park. Existe uma emoção muito forte em cada um e a autora soube trabalhar com as características da personalidade dos personagens, sem deixar nada muito forçado. Apesar de não assumirem, eles possuem uma ânsia muito grande dos momentos em que ficam juntos. Park é mais “aberto” e sempre que encontra uma oportunidade se declara para Eleanor; Ela é mais fechada e tem muito medo de assumir os sentimentos (e de enfrentar as consequências que podem surgir por conta da relação). É tudo tão natural… E a forma que o casal enfrenta os desafios é surpreendente e triste ao mesmo tempo.

Me apeguei muito ao casal e ao livro como um todo, acredito que foi um dos melhores livros que li em 2014. Não digo isso apenas porque entrou para minha lista de favoritos, mas porque é uma história simples, serena, com uma pitada de maldade, e a esperança é bem visível em todos os momentos. A história é datada na década de 80, e acredito que podem ter existido muitos casais com uma história parecida com a de Eleanor e Park, uma vez que a violência doméstica ainda era um grande tabu e famílias eram destruídas pelo egoísmo alheio. As mulheres (como é o caso da mãe de Eleanor) eram muito submissas aos maridos, e geralmente o que eles falavam era lei.

A escrita da autora é contagiante e não dá vontade de parar de ler. Me lembrou bastante a escrita de Green em “Quem é você, Alasca?” e isso fez com que a obra ganhasse mais pontinhos no meu coração. A história em si, apesar de trágica – e um pouco clichê – é cativante e a leitura flui naturalmente. Um ponto que necessito ressaltar é sobre a maravilhosa trilha sonora que é apresentada no livro. Só pra deixar vocês com água na boca, vou adiantar que tem muito de Smiths e Beatles dando um toque especial em cada situação vivenciada pelos personagens. Estou com muitas sensações borbulhando dentro de mim para tentar descrever quão único “Eleanor & Park” é, mas não consigo encontrar palavras para dividir tais sentimentos com vocês. Para finalizar, deixo uma dica: Se tiverem a oportunidade de lê-lo, aproveitem cada detalhe da história.

 

• Quotes

Fonte: We♥it

“- Só queria partir essa música em pedaços – ela falou – e amar todos até a morte” – Página 62

“Às vezes, parecia que ela jamais poderia fazer por Park algo similar ao que ele fazia por ela. Era como se ele despejasse todo um tesouro sobre ela a cada manhã sem nem refletir sobre seu ato, sem notar quanto tudo aquilo valia.” – Página 101
“Se ela tinha saudade?
Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete.
Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.” – Página 158
“- Eu quis dizer que… Eu quero ser a última pessoa que vai te beijar… Sei que soa mal, como uma ameaça de morte ou algo assim. Quero dizer que você é a única. Não quero mais nada.” – Página 239