



Uma história de amor, encontros e…. desencontros!
Conheça Tess. Obcecada por roupas vintage, ela está sempre enrolada no emprego que detesta e em dúvida sobre seu namorado bonitão Dominic, que conheceu na universidade. Morando em um adorável apartamento com sua melhor amiga, Kirsty, ela poderia se considerar uma pessoa de sorte. Mas se sua vida é tão perfeita, por que ela se desfaz em lágrimas toda vez que pensa no futuro?
Conheça George. Um músico brilhante que divide seu tempo entre brigar com os companheiros de sua banda de jazz e se preocupar com o pai doente. Mas ele sabe que a vida não é só isso. Deve haver mais alguma coisa. Algo especial.
Tess e George são duas partes de um todo, almas gêmeas. Para a sorte deles, seus amigos em comum sabem que eles são feitos um para o outro. O problema é que eles não se conhecem e, sempre que a oportunidade aparece, a vida chacoalha os dois para longe.
E agora? Se todos têm uma alma gêmea, como o destino faz para uni-los?
Acompanhe a história divertida e apaixonante de Tess e George durante uma década de encontros malsucedidos, frustrações românticas e uma dúzia de recomeços. Uma vez na vida é uma comédia romântica moderna e inteligente sobre amizade, destino e oportunidades perdidas e reconquistadas!
Se você, caro leitor apaixonado por romances, espera que “Uma vez na vida” seja mais um livro clichê em sua estante, sinto informar que não é isso que irá encontrar ao decorrer da obra. A leitura instigou meus sentimentos e em muitos momentos me senti triste por conta dos acontecimentos que envolviam os personagens. O apego foi tanto, que criei uma relação de amor e ódio com esse livro, porque em muitos momentos as situações saem do controle e quem está lendo fica com uma sensação de desespero; Tentei inúmeras vezes gritar para os personagens “Hey, volta para onde você estava e fica com o amor da sua vida, porra”.Durante a leitura podemos conhecer os dois lados da história. Tess e George são almas gêmeas – mas eles ainda não sabem disso. Possuem o mesmo grupo de amigos e, em muitas vezes, estão nos mesmos lugares, porém sempre que planejam se conhecer algo acontece, o que gera certo transtorno para quem está lendo. Acredito que esse tipo de situação foi proposital da autora, para que os leitores ficassem envolvidos psicologicamente na história. Afinal, não é todo dia que lemos algo que mexe – de todas as maneiras – com nossos sentimentos. Em alguns momentos chega a ser desesperador a necessidade que Tess e George sentem em estar perto um do outro (mesmo quando ainda não se conhecem) e isso me cativou bastante. Várias vezes tive que fechar o livro, respirar fundo e só depois tive forças para continuar a leitura.
Podemos acompanhar a trajetória da vida de Tess e George durante um período de (aproximadamente) dez anos. Isso faz com que o leitor possa construir uma opinião bem formada sobre os personagens e entender porque certas coisas acontecem na vida deles.
No início do livro a autora nos dá a oportunidade de conhecer um George contente, que corre atrás de seus objetivos como musico… Chega até a ser um tanto boêmio, mas eu realmente gostei desse seu lado. Acompanhado por seus amigos de banda, ele percorre vários lugares, e sua maior vontade é fazer com que as pessoas sintam a música e se envolvam por ela. Mas como “Uma vez na vida” trata-se um livro repleto de infelicidades, George é obrigado a deixar a banda e se muda para outro país ao lado de sua esposa e acaba tendo uma filha. O que mais me comoveu na história de George foi seu apego por Mía (sua pequena filha) e como ele se deixou fragilizar por esse sentimento. É uma parte angustiante e, ao mesmo tempo, feliz de sua vida; A autora soube trabalhar com todo esse vai-e-vem de sentimentos e sensações, de uma maneira única e emocionante.
A vida de Tess também não é a melhor: Namora Dominic desde a época da faculdade, mas nunca entendeu o porquê de estarem juntos. Ela não faz o tipo dele e muito menos ele o tipo dela. Mas estão juntos e ela se esforça (e muito) para manter uma vida agradável ao lado de seu namorado. Durante os primeiros capítulos, Tess divide um apartamento com Kirsty – sua melhor amiga – mas durante o desenrolar da história ela se vê obrigada a morar com Dominic e cogitam até a possibilidade de concretizarem o casamento.
De fato, a leitura de “Uma vez na vida” não foi fácil. O estilo do livro é aqueles americanos (acredito que seja uma característica da editora), então no meio dos parágrafos os personagens começavam a falar – entre aspas duplas – e isso me confundiu um pouco. A escrita da autora também demorou para me cativar e só me senti inteiramente dependente da obra da metade para frente. Infelizmente essas duas características em conjunto fizeram com que eu desgostasse um pouco do livro.
“Uma vez na vida” não é um livro feliz. Arrisco dizer que é uma leitura densa, cansativa e, ao mesmo tempo, triste. O livro consegue passar uma mensagem de que, às vezes, a única coisa capaz de mudar nossa vida é, de fato, o destino, e isso fica bem claro no decorrer dos capítulos. Posso concluir dizendo que é um livro muito particular, que representa uma montanha-russa de sensações, podendo ser interpretado de diferentes maneiras.


