Livros, Resenhas

[Resenha] – A Segunda vez que te Amei

A Segunda vez que te Amei
Leila Rego
Editora Gutenberg, 2013
272 Páginas

Skoob | Orelha do Livro

André e Juli pareciam ter nascido um para o outro. Depois de seis anos de casamento, e sendo também sócios em um restaurante, as coisas, porém, já não eram o conto de fadas do início. Na verdade, sentiam que estavam vivendo mesmo o lado mais sombrio da sua história. Raquel e Alberto tinham a vida perfeita: empregos glamorosos, com rendimentos que permitiam um alto padrão de vida, um filho carinhoso e saudável, o apartamento dos sonhos, férias sempre inesquecíveis… mas um fato inusitado faria com que aquele castelo encantado estivesse prestes a ruir. A vida, no entanto, traça caminhos inesperados. E o que parecia não ter saída de repente se transforma em uma encruzilhada, na qual André, Juli, Raquel e Alberto podem se encontrar e agarrar a nova chance para a felicidade, trazendo para suas vidas mais amor, paixão, emoção e companheirismo, e assim conseguir viver como sempre sonharam. Inclusive com final feliz!

“A Segunda vez que te Amei” foi o primeiro livro da autora Leila Rego que tive oportunidade de conhecer. Quando comecei a leitura não estava com muitas expectativas e não fazia a menor ideia do que poderia encontrar durante a história. O enredo é bem leve e a autora fez com que ficasse engraçado; porém não foi um livro que me agradou muito. Nele conhecemos a história de Raquel e André, desde a época em que eram namorados (na adolescência) e foram separados pelo destino, até o momento em que eles se reencontram muitos anos depois.

Raquel era uma linda mulher, com uma bela família, sucesso no trabalho e uma aparência de causar inveja. Sua vida ao lado de seu marido – Alberto – sempre fora maravilhosa e cheia de regalias. A vida dela estava perfeita em uma completa felicidade… Até o dia em que ela descobriu um segredo sobre seu marido, algo que abalou o casamento e estourou a bolha em que viviam: Raquel começou a sentir que nunca foi feliz longe de André, e seus sentimentos estavam confusos.

André é um rapaz bonito dono de um restaurante e casado com Juli. O relacionamento deles ia de mal a pior e as discussões eram inevitáveis. Juli era uma mulher ausente e sem muitas qualidades, pensando apenas no próprio nariz e André jogava a culpa do “fim” do casamento nela. André nunca entendeu os motivos que fizeram Raquel desistir do amor que sentiam um pelo outro e nunca superou a separação. Mas com a ajuda do destino tudo iria se resolver.

A partir do momento em que André e Raquel se reencontram tudo começa a ficar mais fácil para ambos. Sem querer querendo eles se trombam no parque e o sentimento deles fala mais alto, mas o bom senso é presente em todo o livro (o que foi bem importante). E aos trancos e barrancos um começa a ajudar o outro a concertar a vida.

Cada capítulo é narrado por um personagem e até os secundários tem sua chance de expressar a opinião, esse foi um ponto que eu gostei muito durante a leitura. Mas o ‘vai-e-vem’ entre o passado e presente me irritou um pouco. A autora mesclou as duas épocas vividas pelos nossos personagens principais e isso fez com que eu demorasse para concluir a leitura (não é o tipo de característica que gosto em livros).

Os personagens secundários tiveram grande papel dentro de toda a trama. A família de Raquel sempre muito doida e, em alguns momentos, (des)unida fez com que nossa protagonista amadurecesse “sozinha”. Diferente da família de Raquel, a de André era mais conservadora, tinham seus costumes como bons descendentes de italianos e alguns assuntos eram proibidos dentro da casa.

Porém não senti que a história em si amadureceu e em alguns momentos achei tudo muito ‘forçado’. No mais é uma leitura que recomendo para quem quer passar uma tarde lendo algum livro leve e engraçado.

Livros, Resenhas

[Resenha] – Diário Póstumo de Charlotte


Diário Póstumo de Charlotte
Jairo Sarfati
Editora Novo Século, 2013
272 Páginas

Skoob | Orelha do Livro

“A morte era a única maneira de escapar daquela dor; a dor de meu corpo ensanguentado era menor que a dor de cada risada, era menor do que a dor de ver o rosto de Victor ao saber de tudo aquilo, de minha paixão, principalmente. Quem diria que a morte seria o alívio para toda aquela dor. Não pude mais resistir…” Existe vida após a morte? Será que existe um amor tão forte que conseguiria atravessar uma vida, e florescer em outra? Charlotte é uma garota humilde e fora dos padrões estéticos que mora no subúrbio de Londres, estuda em uma escola particular por ser bolsista. Isolada e sem amigos, ela conta apenas com o seu diário para desabafar, até encontrar um jovem transferido, chamado Victor. Mas o que aconteceria se algo interrompesse a sua vida medíocre e a recolocasse no corpo de uma jovem bonita e de alta sociedade? Será que os seus laços com Victor continuariam tão estreitos? A morte pode não ser o fim para sua história.
O livro Diário Póstumo de Charlotte, de Jairo Sarfati, lançado em 2013 pela Editora Novo Século, fala sobre Charlotte, uma menina simples e muito humilde que infelizmente sofre preconceito em sua escola e acaba apaixonando-se pelo seu colega de classe, Victor.
Charlotte é bolsista em uma das melhores escolas de Londres (onde sempre viveu com sua família), mas apesar de ser muito inteligente, a garota nunca teve amigos e sempre foi motivo de chacota. O maior motivo para que fosse deixada de lado na primeira oportunidade era a falta de dinheiro; no entanto, seu peso (que diga-se de passagem, nem era tão absurdo) atraía mais e mais a atenção de seus colegas de turma que não poupavam palavras para ofende-la. Seu único confidente e amigo era seu diário, onde a garota podia expressar seus sentimentos e desabafar sobre tudo o que acontecia ao seu redor.

Apesar das dificuldades encontradas na escola, Charlotte sempre foi uma grande pessoa: seu maior sonho sempre fora ajudar sua família; suas atitudes não eram típicas de uma pré-adolescente: a garota sempre pensava no futuro, tinha planos, tudo bem definido e arquitetado, e quase nunca “perdia” seu tempo sonhando com um possível príncipe encantado.Mas tudo muda quando Victor, o aluno novo da escola se aproxima da garota. Assim como Charlotte, Victor também é muito tímido e os dois tornam-se amigos rapidamente. Com o passar do tempo Charlotte fica confusa em relação aos sentimentos sobre Victor, já que nunca sentira nada parecido por ninguém e morre de medo de perder a amizade de seu único amigo.

Os sonhos de um final feliz ao lado de Victor se desfazem no momento em que Charlotte – por um acidente – é morta e em seguida (com a ajuda de um anjo muito engraçado e irritante) tem o direito de reencarnar em um novo corpo. Nesse instante Charlotte vê a oportunidade de ter uma nova vida, diferente e melhor do que tudo que já viveu. Mas o próprio anjo lhe diz que ela só está recebendo essa nova chance para que sua missão na Terra seja, de fato, cumprida.

Com o desenrolar da nova vida, Charlotte acaba conhecendo Nina, e a ligação que elas possuem é inacreditável. A vida de Charlotte havia mudado completamente e, aos poucos, ela poderia se aproximar de Victor para que seus sonhos se concretizassem. Nina foi uma personagem de extrema importância para o desenvolvimento da história e para o amadurecimento de nossa protagonista.

O único ponto negativo que encontrei durante a leitura foi o fato de, após sua morte e reencarnação, Charlotte ter se acostumado muito rápido com a nova vida que iria levar. Nossa protagonista sempre teve grande apego pela mãe e irmã, mas isso não foi motivo suficiente para que ela deixasse de curtir a nova vida. Claro que ela não foi totalmente insensível e em alguns momentos até ajudou sua verdadeira família, mas acredito que ela poderia ter levado um pouco mais de tempo para digerir as ideias e aceitar tudo o que estava acontecendo.Narrado pela própria protagonista, o livro trata de assuntos que ainda são polêmicos hoje em dia, como por exemplo o bullying. Uma coisa que me fez pensar muito durante a leitura foi o fato de que, infelizmente, muitos pais deixam de dar carinho e atenção para os filhos em função do trabalho, e as consequências em função desse “abandono” podem ser graves.

A leitura é bem rápida e flui naturalmente. Jairo mesclou trechos de músicas durante os capítulos e tudo ficou muito bem encaixado. O final superou minhas expectativas e devo dizer que foi bem diferente do que tinha imaginado. “Diário Póstumo de Charlotte” é o primeiro volume da série “Os Diários de Londres” e estou demasiadamente ansiosa pela sua continuação.

Filmes e Séries, Mídias

[Filme] A Menina que Roubava Livros

Baseado no bestseller, A Menina que Roubava Livros, conta a linda história de uma corajosa garota que transforma a vida de todos ao seu redor quando é levada para viver com sua nova família na Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Ela aprende a ler com o incentivo de sua nova família e Max, um judeu refugiado que eles escondem baixo às escada. Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se transformam em escape de tumultuosos eventos que acontecem ao seu redor. A Menina que Roubava Livros é uma história sobre sobrevivência e resistência do espírito humano. (Fonte)

 

O filme A Menina que Roubava Livros foi uma das melhores adaptações que já assisti em minha vida. Infelizmente não poderei comparar o livro x filme pois faz algum tempo que li (em 2009 +/-) e não fiz a releitura antes de assistir no cinema. No entanto, devo ressaltar que, em sua maior parte, o filme é bem fiel ao livro.

A história se passa na Segunda Guerra Mundial, onde Liesel é adotada pelo casal Hubermann (Hans ♥__♥), e se vê na obrigação de recomeçar sua vida. Após a mudança de casa a garota conhece Rudy Steiner e se tornam melhores amigos rapidamente. Liesel, com seu jeito meigo e encantador, começa a mudar a vida de todos ao seu redor, principalmente a de sua nova “mamãe”, a srta Rosa, que torna-se uma mulher mais amável e carinhosa.

Aos poucos vamos entrando no mundo particular de Liesel, onde começamos a aprender sobre seus medos e sobre tudo o que lhe faz bem. Uma característica da personagem se destaca bastante: ela não sabe ler, mas sente muita vontade de aprender. Sendo assim, Hans (seu novo pai) começa a lhe ensinar o pouco que sabe, e juntos vão construindo uma ligação muito forte de afeto e cumplicidade.

Tudo fica mais envolvente quando, em uma bela noite, um judeu chamado Max Vanderburg aparece na casa da família Hubermann em busca de ajuda. Em pouco tempo Max e Liesel criam um laço de amizade muito forte e ele a incentiva a continuar seus estudos para aprender a ler/escrever. Quando Max adoece, Liesel faz de tudo para manter Max vivo e então a garota começa a “roubar” livros (ou como ela diria, “pegar emprestado”) e os lê para seu grande amigo na tentativa de salvar sua vida.

As cenas finais do filme foram extremamente fiéis ao livro e devo confessar que chorei (de soluçar) na sala do cinema. Foi muito emocionante e comovente (beijo pro Nenis que cuidou de mim!). Não vou entrar em detalhes sobre os últimos acontecimentos da história para não dar qualquer spoiler aos que não leram a obra, mas recomendo que quem for assistir leve lencinhos de papel porque é muita emoção.

Os atores fizeram um excelente trabalho e a produção também está de parabéns. O filme me marcou tanto quanto o livro, é realmente uma história de tirar o folego. Mas não é apenas uma história sobre uma garota que roubava livros: é uma história sobre uma época que marcou a vida de muitas pessoas, sobre um país que entrou em guerra e onde muitos dos cidadãos não tinham escolhas sobre o próprio futuro; tudo era muito incerto, e Liesel fez grande diferença na vida de todos ao seu redor.

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Alguém aqui já assistiu? Se sim, o que achou? Se não, quais são suas expectativas sobre a adaptação? Deixem suas respostas nos comentários =)
PS: Todas as fotos dessa postagem foram retiradas do Google.
Livros, Resenhas

[Resenha] – Feitiço


Feitiço – Saga Encantadas – Livro 02
Sarah Pinborough
Única Editora, 2013
248 Páginas

Skoob | Orelha do Livro

Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades. Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!
É recomendável que você leia a resenha de Veneno antes de prosseguir a leitura dessa postagem.

O segundo volume da Saga Encantadas, Feitiço, conta a história da Cinderela; uma Cinderela beeem moderninha, diga-se de passagem. O livro tem ligações com o primeiro livro da saga (Veneno) e achei bem interessante como Sarah conectou as duas obras.

Cinderela é, sem dúvidas, mais insuportável que suas irmãs postiças. A garota sempre quer que suas vontades se realizem, custe o que custar. Para alcançar seus objetivos, Cinderela passa por cima dos sentimentos de Rose, a filha boazinha da madrasta. Enquanto Cinderela elabora planos maquiavélicos com sua fada-não-tão-madrinha e um caçador muito estranho, sua “irmã” tenta a todo custo lhe mostrar o que realmente importa na vida.

A madrasta de Cinderela é uma boa pessoa. Na verdade, a víbora de toda a história – infelizmente – é nossa personagem principal. Ela também não aceita que sua mãe lhe abandonou, fazendo com que sua madrasta e seu pai se dedicassem a vida toda para que nada lhe faltasse. No entanto, Cinderela tenta provar para sua família que suas atitudes são planejadas e que ela deseja proporcionar um futuro melhor para todos.

Rose tinha um jeito simples e como todas as outras moças de sua idade, era apaixonada pelo príncipe. Diferente de Cinderela, Rose tem uma visão inteligente sobre o futuro, mas é muito reservada, fazendo com que ela seja esquecida em determinados assuntos. Ela tenta ao máximo abrir os olhos de sua “irmã”, e mesmo depois de todas as maldades que Cinderela executa, Rose prova ser uma boa pessoa e a ajuda.

O príncipe que nos é apresentado nessa história também não tem nada de encantado: é um tarado, mimado e inútil, decepcionando seu pai só para conseguir satisfazer seus caprichos; Ele tenta ao máximo esconder um segredo que está guardado no castelo, mas Cinderela está interessadíssima nesse mistério, e a garota não poupa esforços para desvendá-lo. Realmente os dois se merecem.

O desfecho de toda a história é chocante, deixando clara a característica de Sarah Pinborough, de sempre tentar mostrar aos seus leitores a “verdadeira” história sobre as famosas princesas; sempre criando cenários sombrios, dando um ar de mistério e gerando expectativas sobre o que realmente vai acontecer. Além disso, Sarah se arriscou ao trabalhar temas polêmicos (como por exemplo, homossexualidade) nesse segundo volume de Encantadas. Mas, como já disse, ela foi genial e surpreendente. Estou ansiosa pelo último livro, Poder.